Hospital Albert Einstein era alvo de grupo, diz polícia

Operação Lava Rápido feita pela PF revelou que quadrilha roubava processos da Secretaria da Fazenda

Fausto Macedo, O Estado de S. Paulo

15 de fevereiro de 2013 | 23h40

SÃO PAULO - A Operação Lava Rápido revela que a quadrilha que roubava processos da Secretaria da Fazenda mirava o Hospital Albert Einstein, autuado em R$ 3,27 milhões. O auto de infração e imposição de multa 139.911-3, de 11 de novembro de 2010, foi encontrado no escritório de Wagner Renato Oliveira, integrante da organização criminosa.

A PF suspeita que o grupo pretendia fazer contato com empresas que sofreram pesadas sanções e oferecer os ‘serviços’ de redução de valores ou até eliminação total dos processos. A quadrilha não chegou a procurar o hospital. A direção da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein informou que não tem nenhuma relação com Oliveira, "aliás desconhece quem seja esta pessoa e não contratou seus serviços". O Einstein destaca que "não faz ideia" de como o auto de infração foi parar no escritório da organização e entende que sofreu violação de sigilo fiscal.

O Einstein informa, ainda, que o auto "diz respeito à falta de recolhimento de ICMS sobre a importação de mercadorias, tributo ao qual a Sociedade Beneficente é imune". "A Sociedade se defende com transparência, havendo regular e pública tramitação judicial das medidas de defesa. O Einstein detém imunidade tributária. Ao importar produtos, não se torna devedor de Imposto de Importação nem de ICMS no desembaraço de mercadorias. Apesar da imunidade, às vezes ocorrem exigências indevidas. Para desembaraçar as mercadorias, o Einstein impetrou mandado de segurança, liminarmente concedido. Embora não pudesse impedir o desembaraço, a Fazenda lavrou a autuação. O Einstein vem se defendendo no Tribunal de Justiça e entende que o prognóstico é favorável à defesa."

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