Hospitais públicos se unem e compram remédio mais barato

Em uma iniciativa inédita, dez hospitais públicos do Rio e de Minas se uniram para adquirir, em leilão, 732 medicamentos e conseguiram reduzir em até 15% o valor da compra, uma economia avaliada em R$ 60 milhões. A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas que o Ministério da Saúde vem adotando para reduzir os gastos no setor de compras. De acordo com o subsecretário administrativo do órgão, Ivan Coelho, as mudanças já resultaram em uma economia de R$ 556 milhões, comparando os dados do ano passado com os de 2002. No leilão marcado para a próxima segunda-feira, no Hospital Geral de Bonsucesso, fabricantes e fornecedores vão apresentar as propostas de viva voz para a lista de medicamentos, compostas de produtos essenciais, como soros, analgésicos e antibióticos básicos. E os hospitais vão avaliar os melhores lances tomando como base os preços reunidos no banco de dados do governo federal. O credenciamento dos representantes das empresas está aberto até esta sexta-feira. ?A união dos hospitais aumenta o volume da compra e fomenta a concorrência. Além disso, as pequenas instituições podem conseguir preços tão vantajosos quanto as grandes?, disse o subsecretário ao Estado.Segundo ele, o consórcio de hospitais não é um retrocesso na descentralização efetuada com o Sistema Único de Saúde. ?O SUS tem muitos aspectos positivos, mas no setor de compras a fragmentação não foi boa. Estamos propondo desenvolver instrumentos que, sem ferir a autonomia dos entes já descentralizados, permitam vantagens como a compra em grande escala, que reduz, sensivelmente, os preços?, disse Coelho.

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