Hospitais informam sobre reações adversas de remédios

Desde uma coceira na pele até quadros de depressão. Não importa a gravidade do efeito colateral do medicamento, toda reação é notificada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por uma rede de cem hospitais de grande porte espalhados pelo País.O projeto permitiu a participação do Brasil no Programa Internacional de Monitorização de Medicamentos da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao receber os dados de cada hospital, a Anvisa analisa o conjunto de informações. A partir dessa análise, reações adversas ainda desconhecidas são descobertas."Um remédio que parecia ser bom pode apresentar efeitos que nos levam a questionar as vantagens de mantê-lo no mercado", explica Clarice Petramale, coordenadora do Projeto Hospitais Sentinela da Anvisa. Como a rede de vigilância é formada por hospitais de grande porte, ela dá conta de vigiar quase todo o universo de medicamentos existentes no mercado brasileiro.Além dos remédios o projeto também vigia equipamentos médicos, derivados de sangue e produtos de limpeza hospitalar. O diretor de assuntos regulatórios da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma) Lauro Moretto diz que a bula de cada remédio contém informações sobre todos os efeitos colaterais conhecidos."Reações diferentes dependem do estado do paciente, da interrupção do tratamento ou de interações com outros medicamentos." Quanto mais novo o remédio, maiores as chances de efeitos indesejáveis desconhecidos.Os laboratórios farmacêuticos sabem disso e mantêm sistemas próprios de vigilância de seus produtos. Se o médico precisa se atualizar sobre os novos remédios o paciente também tem de estar atento ao próprio corpo. "O paciente deve informar o médico sobre reações que tenha ao tomar o remédio receitado", orienta Regina Parizi, presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo.

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