Hora é de estratégia, diz FHC

?Saudável para o PSDB é chegar a unidade de vistas?

Nalu Fernandes, NOVA YORK, O Estadao de S.Paulo

10 de abril de 2009 | 00h00

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem que o PSDB, neste momento, deve ter o foco voltado para a busca de uma estratégia vencedora na composição da chapa que concorrerá às eleições presidenciais do ano que vem."É hora de olhar para uma coisa: como é que se pode ganhar a eleição e quais são as melhores condições para ganhar. Esta é minha posição. Neste momento, ainda não se sabe qual é a condição para ganhar", disse. "O saudável para o PSDB é chegar a uma unidade de vistas, seja de chapa única, seja com um dos dois candidatos, seja uma aliança com outros. Acho que o importante é que possamos convergir." Uma aliança com outros partidos, em sua avaliação, "depende das circunstâncias". "É muito cedo para isso, vamos ver só no ano que vem." Fernando Henrique reiterou que o partido ainda tem dois pré-candidatos, o governador de São Paulo, José Serra, e o de Minas, Aécio Neves. "Ambos têm condições de ser candidato, o que nós precisamos é ver como é que isso vai evoluir de modo a ter o apoio de todos. Qualquer solução é boa, desde que tenha suporte das várias correntes do partido e da opinião pública", avaliou. "Se não houver convergência anterior à prévia, faz-se a prévia. Se isso vai resultar em uma chapa puro-sangue ou aliança, também depende das circunstâncias."HOMENAGEMFernando Henrique participou homenagem póstuma à ex-primeira-dama Ruth Cardoso na Columbia University . Foi criada uma bolsa para professores visitantes que leva o nome da ex-primeira dama e será destinada a docentes brasileiros.Ao discursar no evento, o ex-presidente classificou como "impressionante" a forma pela qual a memória de Ruth tem sido "preservada e honrada". "Podíamos ter dificuldade em imaginar a influência que realmente teve entre amigos, professores e pessoas. Não sei onde ela está agora, mas provavelmente estará extremamente surpresa." O ex-presidente aproveitou a oportunidade para contar que, em uma visita à Amazônia, a então primeira-dama viajava em um navio da Marinha brasileira. Ao se aproximar de um vilarejo, contudo, pediu que seu desembarque fosse feito em um barco de porte menor para não intimidar a população ribeirinha. "Ela começou a andar pelo local e a conversar com as pessoas sem ser reconhecida. Então, por causa da presença de equipe de televisão, uma jovem suspeitou e disse para alguém que aquela que se aproximava era a mulher do presidente. A outra pessoa respondeu: ?Impossível, esse tipo de gente não anda (a pé)?", narrou FHC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.