Hora é de acelerar, afirma Alckmin

A completar hoje 30 dias como governador, cargo assumido após a morte de Mário Covas, Geraldo Alckmin disse ter chegado a hora de pisar no acelerador. "Estamos fazendo aquilo que ele queria, acelerando programas de governo em todas as frentes". Alckmin esteve em Salto para inaugurar uma agência do Banco do Povo, que atende 87 municípios. No discurso, Alckmin citou três vezes o nome de Mário Covas. Numa delas, ao explicar que o banco financiava pequenos produtores sem recursos, lembrou uma frase do ex-governador: "O rico quando está devendo vai a Paris, o pobre perde o sono".O prefeito de Itu, Lázaro Piunte (PSDB), apontou as referências a Covas. "O Geraldo aprendeu muito com o Covas", disse. Alckmin deu atenção especial ao prefeito ituano, expulso do partido no dia 14 de março acusado de falta de decoro por ter feito denúncias contra o ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano, Goro Hama. Piunte disse que não teve oportunidade para se defender e vai recorrer à Justiça. Mesmo convidado, ele se negou a subir no palanque das autoridades. Alckmin desfez o mal-estar com diplomacia. Apontando a mulher do prefeito, deputada-estadual Maria do Carmo Piunte, também do PSDB, disse: "o Piunte está lá embaixo mas a melhor parte da família está aqui em cima, no palanque". O governador ouviu muitas reivindicações dos prefeitos da região e prometeu estudá-las como fazia o ex-governador. Algumas como a instalação de um posto de atendimento ao trabalhador em Salto autorizou de imediato. Ao contrário de Covas que não levava provocações para casa, Alckmin não reagiu quando um grupo de professores estendeu ostensivamente faixas de protesto na frente do palanque reclamando do desvio de verbas da educação. Ao ser indagado sobre o protesto limitou-se a dizer que era um direito deles. O governador admitiu que pode fazer mudanças pontuais no primeiro escalão do governo mas negou que esteja preparando uma reforma administrativa. "O time está bem afinado". Malan - Alckmin disse que a filiação do ministro Pedro Malan, da Fazenda, ao PSDB não causará nenhuma alteração no quadro político atual. Para ele o ministro é um bom nome para integrar o PSDB mas ainda terá que trabalhar para aspirar a uma eventual candidatura. "A filiação não tem problema, mas ser candidato é uma decisão coletiva", afirmou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.