Homens armados são presos em área ocupada pelo MST

Três homens foram presos neste domingo, 25, em flagrante, na Fazenda Ameixa, município de Limoeiro, no agreste pernambucano, depois de denúncia de ameaça a mão armada contra trabalhadores sem-terra, feita pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-terra (MST), que ocupa a área desde o início de dezembro do ano passado. De acordo com o promotor agrário estadual, Édson Guerra, que participou da operação de busca na área, acompanhando um grupo de policiais militares, foram localizadas uma espingarda calibre 22 e dois revólveres calibre 38 na fazenda. Foram presos em flagrante o administrador da propriedade, José Joel da Silva, por posse ilegal de arma, Lucivando Ribeiro da Silva e José Rodrigo de França, ambos por porte ilegal de arma. Eles depuseram na delegacia de Limoeiro e seriam encaminhados à penitenciária estadual localizada na cidade. Édson Guerra disse que embora os policiais militares não dispusessem de mandado de busca e apreensão, o administrador permitiu a entrada dos policiais na fazenda. O líder do MST em Pernambuco, Jaime Amorim, afirmou que no sábado, 24, os homens chegaram armados, ameaçaram os trabalhadores e recolheram as 15 cabeças de gado pertencentes às mais de 60 famílias ligadas ao movimento que ocuparam a fazenda. Segundo o promotor agrário, o proprietário da Fazenda Ameixa havia feito um acordo com o MST, em reunião na sede do Incra, há cerca de 10 dias, quando ficou acertado que os sem-terra desocupariam espontaneamente a área na próxima quarta-feira (28) e, em contrapartida, poderiam plantar na área. "O acordo foi quebrado e agora temos um impasse", disse Amorim. Recentemente, outras denúncias de violência contra sem-terra em propriedades ocupadas, provocaram prisões de pistoleiros no Engenho Guararapes, em Aliança, na zona da mata, e na Fazenda Uberaba, em Bonito, no agreste.

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