Homenagens não saem da pauta

A única atividade em que o Senado tem sido pródigo é na realização de sessões comemorativas, com uma média de três por semana. Originalmente destinadas a destacar a atuação de pessoas ou entidades importantes para o País, as sessões hoje, não raro, comparam-se a um ato de bajulação. O senador Magno Malta (PR-ES), por exemplo, é autor de um requerimento, já aprovado, para homenagear os 50 anos das lojas de um colega, o Armazém Paraíba, do senador João Vicente Claudino (PTB-PI). Malta se justifica: "É uma empresa brasileira que gera empregos". Mas Claudino diz que não entendeu a iniciativa. "Não tenho nada com isso, quando ele (Malta) avisou a direção da empresa, achamos que faria um discurso e não uma sessão de homenagem."A líder do bloco governista, Ideli Salvatti (PT-SC), resolveu homenagear o tenista Gustavo Kuerten. Já o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) encabeça a lista de parlamentares que querem homenagear o Dia da Criança. O presidente do Senado, Garibaldi Alves, disse que pedirá aos colegas da Mesa providências para conter o excesso de homenagens.

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