?Homenagem silenciosa? lembra dois anos da morte de Celso Daniel

A prefeitura de Santo André optou por uma homenagem silenciosa no dia em que se completaram dois anos da morte do prefeito Celso Daniel. Motivo: evitar a politização do ato. A solenidade oficial durou pouco mais de 15 minutos, em frente à prefeitura. Em seguida, o prefeito João Avamileno (PT), secretários de governo e funcionários do município foram ao cemitério onde está enterrado o corpo do petista assassinado.Avamileno afirmou que ?ninguém? foi convidado para a homenagem, ao justificar a ausência de familiares de Celso Daniel. No ano passado, na mesma data, um dos irmãos do prefeito, Bruno Daniel, tomou a palavra durante o ato. Criticou os petistas, que defendiam a tese de crime comum para o caso, e pediu mais investigações. Os familiares de Daniel apóiam o Ministério Público Estadual (MPE), que acusa o empresário Sérgio Gomes da Silva de ser o mandante do crime. As poucas palavras do ato de hoje foram proferidas pelo prefeito no cemitério, diante do túmulo de Daniel. Ele leu uma carta de uma moradora da cidade em homenagem à memória do prefeito. ?Em qualquer tipo de ato que fizéssemos iria haver falas ou questionamentos, então decidimos fazer um ato silencioso?, disse Avamileno, após deixar o cemitério da Saudade, na Vila Assunção. ?O caso Celso Daniel está tão falado que eu achei importante nesse dia 20 fazer um pouco de silêncio sem grandes conotações políticas.? Em frente à prefeitura, no início da manhã, o nome de Daniel foi apenas citado como um caso de violência urbana ? em 20 de janeiro, por causa do assassinato do prefeito, o município passou comemorar o Dia do Combate à Violência. Bandeiras foram hasteadas a meio pau e o hino nacional foi executado. Entre petistas de peso, apenas o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, apareceu. No início da noite, na Câmara Municipal de Santo André, a família do prefeito assassinado também fará uma homenagem a ele. Segundo Bruno Daniel, o ato será dirigido a ?todos aqueles que querem justiça? no caso. Avamileno já adiantou que não irá, mas comprometeu-se a enviar um representante do executivo municipal.

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