Homenagem a Mário Covas deve reunir Alckmin e Serra

Os atos em memória dos cinco anos da morte do ex-governador Mário Covas (PSDB), a serem realizados nesta segunda-feira, em Santos e na Capital paulista, devem reunir as principais lideranças tucanas, incluindo os pré-candidatos da legenda à Presidência da República, o governador Geraldo Alckmin e o prefeito José Serra.No final da tarde desta sexta-feira, o governador de São Paulo já havia confirmado presença nos quatro eventos programados. O primeiro deles, uma missa na Igreja de Santo Antônio do Valongo, em Santos, está programada para às 9 horas de segunda-feira. Ainda em Santos, cidade natal de Covas, Alckmin visita, às 10h30, o túmulo do ex-governador e às 11h30, participa da inauguração do Centro de Tratamento das Malformações Craniofaciais Mário Covas, no Hospital Guilherme Álvaro. Em São Paulo, Alckmin participa de ato público em homenagem a Covas, às 18h30, na Sala São Paulo, com apresentação da Orquestra Sinfônica de São Paulo (Osesp).Ao contrário de Alckmin, o prefeito José Serra não havia confirmado, até o final da tarde de hoje, participação nos eventos em homenagem a Mário Covas. Mas a expectativa de assessores da Prefeitura é que ele participe dos atos do dia 06, até mesmo em função da amizade que o unia ao ex-governador. Além de não divulgar agenda, o paradeiro do prefeito continuou um mistério até o final da tarde desta sexta-feira. No final da tarde, a assessoria de imprensa da Prefeitura informou apenas que ele já estava em São Paulo, despachando com os secretários via telefone e Internet, porém, em local não informado.DisputaA disputa em torno do nome que disputará a presidência da República pelo PSDB entra em sua reta final. Apesar do clima acirrado entre os aliados de Serra e de Alckmin e da expectativa de que nenhum dos dois deve abrir mão da candidatura em favor do outro, a direção da legenda trabalha com o prazo de 15 de março. A cúpula do PFL, que deverá repetir a dobradinha que elegeu por dois mandatos o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, também aguarda o sinal verde dos tucanos para anunciar a retirada da pré-candidatura do prefeito do Rio, César Maia, a indicação do vice na chapa tucana e as articulações regionais.Para um cacique pefelista, mais importante que o nome do vice, é a costura regional que deverá ser feita. "Como a campanha presidencial será muito acirrada, é fundamental uma boa base de apoio nos Estados para dar sustentação à chapa que disputará o Palácio do Planalto", disse um desses caciques. Apesar da alegação de que o PSDB é soberano na escolha do cabeça de chapa, os pefelistas não escondem a preferência por José Serra, já que a saída do prefeito deixará o PFL no comando da maior cidade do País por mais de dois anos.

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