Hoje no PSD, Matarazzo diz que só ele é 'tucano' na disputa à Prefeitura de São Paulo

Pré-candidato do partido do ministro Gilberto Kassab critica adversário João Doria e reitera 'insatisfação' com governador Geraldo Alckmin sobre escolha do nome dentro do PSDB da disputa municipal

Da redação, O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2016 | 18h23

O pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Andrea Matarazzo (PSD), voltou a criticar nesta segunda-feira,18, seu adversário na disputa municipal, João Doria (PSDB), e o governador Geraldo Alckmin, em sabatina realizada pelo jornal Folha de S.Paulo, UOL e SBT. Questionado sobre a participação de dois tucanos na eleição de outubro, Matarazzo declarou que não são dois, mas somente ele. “Não são dois, eu sou tucano, fiquei 25 anos no partido. Tucano é estado de espírito”, disse.

Para Matarazzo, Doria carece mais de vivência com a periferia de São Paulo do que ele próprio, sobrenome da elite paulistana. “Sou da elite imigrante, não tradicional. Não tenho esse complexo. Ninguém veio para São Paulo procurar qualidade de vida. Todos migrantes trabalham dia e noite.” Já Doria, “é só contar quantas vezes ele esteve na periferia”. “Política não é showbusiness, não é lugar para aprendiz”, ressaltou.

O pré-candidato do PSD defendeu uma ampliação de diálogo com a população de rua e movimentos por moradia que ocupam espaços em desuso na cidade. “No centro de São Paulo são cerca de 150 prédios invadidos. (Guilherme) Boulos (presidente do MTST) está no papel dele. É preciso dialogar com esses grupos. Será preciso negociação dura e longa com proprietários, ocupantes e Prefeitura.  Sentar discutir, ver programas de financiamento e vendas desses prédios para quem já está lá. É injusto porque fura fila de outros, mas é preciso conversar."

Desde que o PSDB escolheu Doria como candidato à Prefeitura, Matarazzo tem lançado críticas ao governador, mas sem mágoas, sustenta. “Não diria mágoa, mas não fiquei satisfeito. Era só me avisar que eu não seria candidato. Faltou clareza por parte dele (governador). São Paulo tem que ter um prefeito que queira só ser prefeito. Não pode ser usada como massa de manobra para outras questões políticas”, acrescentou.

 

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