Hillary fica fora de reunião com Dilma

Secretária de Estado americana havia pedido encontro com presidente brasileira, mas Itamaraty disse

Lisandra Paraguassú, O Estado de S. Paulo

01 de janeiro de 2011 | 21h45

Os primeiros encontros bilaterais da presidente Dilma Rousseff, neste domingo, deixaram de fora a secretária de Estado americana Hillary Clinton, que representou na posse o presidente norte-americano Barack Obama.

 

O governo dos Estados Unidos pediu um encontro mas, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, não havia mais espaço na agenda. No entanto, no final da noite de domingo, o primeiro horário vagou: o presidente venezuelano, Hugo Chávez, decidiu voltar para casa antes mesmo do coquetel no Palácio do Itamaraty. Ainda assim, Hillary também foi embora na noite de domingo.

 

A previsão era de que conversasse com Dilma no Itamaraty, mas a secretária de Estado foi a primeira a sair, antes mesmo de a presidente chegar. As conversas aconteceram durante a cerimônia de posse no Palácio do Planalto. Hillary foi quem permaneceu mais tempo conversando com Dilma na fila de cumprimentos. Nos bastidores, também conversou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-chanceler Celso Amorim e o novo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

 

Apesar das relações estremecidas entre Estados Unidos e Venezuela, a secretária de Estado americana e Chávez conversaram por mais de 15 minutos, sozinhos. O venezuelano até mesmo perdeu seu lugar na fila de cumprimentos para ficar próximo a Hillary. Chávez chegou a "convocar" uma pequena reunião de sul-americanos com Hillary, incluindo na conversa Juan Manuel Santos, o presidente colombiano.

 

Trabalho. Na manhã de hoje, Dilma começa sua agenda oficial de encontros como presidente. Com a ausência do presidente venezuelano, a primeira reunião será com o príncipe das Astúrias dom Felipe de Bourbon, vice-chefe de governo da Espanha. Estão na lista ainda José Mujica, presidente do Uruguai, os primeiros-ministros da Coreia, Kim Hwang-Sik, e de Portugal, José Sócrates, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, o vice-presidente de Cuba, José Machado Ventura, e o ex-primeiro-ministro japonês Taro Aso.

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