Hereda tem interesse de ir ao Senado, diz líder do PT

O líder do PT no Senado, Wellington Dias (PI), afirmou nesta segunda-feira que não vai trabalhar para impedir a aprovação do convite apresentado pelo PSDB para que o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, explique à Comissão Fiscalização e Controle da Casa sobre os problemas no pagamento do programa Bolsa Família. O petista disse que o próprio Hereda tem interesse em explicar a liberação dos benefícios.

RICARDO BRITO, Agência Estado

27 de maio de 2013 | 17h33

"Acho que o próprio presidente da Caixa, Jorge Hereda, vai ter interesse em vir aqui", afirmou o líder do PT. O pedido de convite dos tucanos, que pode entrar na pauta da comissão nesta terça-feira, 28, pela manhã, tem por objetivo esclarecer o que consideram "declarações falsas" prestadas pela diretoria do banco acerca da liberação do benefício.

Ao contrário da oposição, Wellington Dias insiste na tese levantada pela Polícia Federal de que a corrida no fim de semana retrasado para sacar o benefício nas agências do banco se deveu a uma mensagem disparada por uma empresa de telemarketing do Rio de Janeiro. A Caixa, contudo, já admitiu que liberou o pagamento aos beneficiários antes do prazo estipulado.

"O recurso para o pagamento está sempre disponível. Esse cronograma é feito muito mais para criar uma cultura de evitar superlotação em uma mesma data, somente por isso", afirmou. Questionado se já conversou com o presidente da Caixa sobre o pedido, o líder petista disse que ainda não.

Pouco antes, o líder do PSB no Senado, Rodrigo Rollemberg (DF), afirmou que a bancada do partido deve apoiar o pedido apresentado pelo PSDB de convidar Jorge Hereda à comissão da Casa. Apesar de não ter tido uma decisão de bancada, o socialista declarou que a tendência da bancada é apoiar o pedido. No caso do convite, mesmo se for aprovado, o convidado pode se recusar a comparecer.

"Acho que um convite é sempre uma possibilidade de poder ouvir e esclarecer qualquer dúvida. Faz parte do processo e o esclarecimento é necessário", disse Rollemberg. "Eu entendo que interessa ao próprio governo a presença do presidente da Caixa para esclarecer a fundo essa questão", completou.

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