Herdeiro político de ACM diz que influência segue

Deputado diz que carlismo 'não acabou nem vai acabar', mas precisa ser adaptado aos novos tempos

Marcelo de Moraes, Salvador, O Estadao de S.Paulo

27 Outubro 2007 | 00h00

Herdeiro natural do legado político do carlismo, o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) afirma que esse movimento "não acabou nem vai acabar". Para ele, o carlismo tem de ser interpretado "como um modo de fazer política, com valores e atributos bem claros". Mas entende que o modelo consagrado por seu avô precisa ser adaptado aos novos tempos."Na minha visão, o carlismo representa as boas práticas administrativas, as equipes competentes, os bons projetos, a revelação de bons quadros técnicos e a defesa intransigente da Bahia. Mas ele precisa agora ser inserido num modelo que sinalize para o futuro", afirma o deputado, de 28 anos, provável candidato à Prefeitura de Salvador no próximo ano.Na avaliação de ACM Neto, a eleição municipal será um termômetro para medir o potencial dos candidatos de oposição. Em 2004, João Henrique Carneiro, então no PDT, foi eleito no segundo turno, derrotando o senador César Borges por uma margem de votos muito grande. João Henrique obteve 74,7% dos votos válidos contra 25,3% de Borges. CONTESTAÇÃO"Quase 75% dos votos válidos foi uma derrota muito expressiva. A população de Salvador mostrou sua intolerância máxima com nosso grupo", reconhece ACM Neto. "Salvador sempre foi uma cidade de contestação. Mas agora, com o nítido fracasso da administração do prefeito João Henrique, surge um ambiente favorável. É como se tivessem descansado do nosso grupo e dissessem: ?olha tem muita coisa que havia no passado de que eu sinto falta?. Não é a reedição desse modelo. Mas uma forma de resgatar as boas práticas e sendo novo."

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