Heráclito vê ofensiva de denúncias

Segundo homem na hierarquia do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI) usou de ironia ontem para responder às denúncias de irregularidades que tomam conta da agenda desde a eleição de José Sarney (PMDB-AP) para presidente da Casa. "Tá na hora de fechar o Congresso", afirmou Heráclito, primeiro secretário na Mesa Diretora. "Estou me sentindo igual a um barqueiro de canoa de pobre: toda hora tenho de tapar um buraco."As declarações vieram após o senador ter dado explicações a respeito de passagens áreas financiadas pelo Senado e usadas pela senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) para trazer assessores do Maranhão e sobre as denúncias de nepotismo na contratação por firmas terceirizadas."Há uma campanha orquestrada contra o Senado. Isso não é justo", disse. Desde que assumiu o Senado, em fevereiro, derrotando Tião Viana (PT-AC), Sarney passou a maior parte do tempo respondendo a denúncias de irregularidades, como o uso de seguranças do Senado para vigiar propriedades de sua família no Maranhão, revelado pelo Estado, e o pagamento de horas extras a servidores durante o recesso.As versões ontem sobre o episódio envolvendo Roseana foram desencontradas. Primeiro, sua assessoria afirmou que seis assessores vieram com passagens pagas pelo Senado. Eles ficaram em Brasília de 6 a 8 de março e quatro dormiram na residência oficial da presidência do Senado. Depois, a assessoria disse não saber quantos tiveram a passagem paga pelo Senado. Mais cedo, a jornalistas, a senadora havia dito que pagou a passagem de dois assessores.

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