Heráclito Fortes revela articulação para criar um partido para abrigar insatisfeitos

Nova sigla seria de centro-direita para decidir 'rumos do País'

Luciano Coelho, especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

01 Agosto 2017 | 15h30

TERESINA  - O deputado federal Heráclito Fortes (PSB) revelou que está sendo articulado um partido de centro-direita para abrigar uma série de políticos, inclusive o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Nesta terça-feira, houve um almoço na residencia de Fortes, no lago Sul, em Brasília, com alguns deputados e o ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, tratando do assunto.

Essa nova sigla, segundo Fortes, seria um partido forte com capacidade para decidir sobre os rumos do país, levando em contas os desgastes dos partidos atuais. Rodrigo Maia seria a principal estrela do novo partido.

A ideia seria pegar os insatisfeitos de vários partidos para se abrigarem nessa nova sigla, que ainda não teve o nome revelado. Mas absorveria nomes do PSB, PSDB, PMDB e do DEM. De acordo com Heráclito Fortes, seria uma frente que incluiria até a líder do PSB na Câmara, Teresa Cristina, além de nomes como José Carlos Aleluia (DEM), Benito Gama (PTB), Danilo Fortes (PSB) e Rubem Bueno (PPS).

A revelação foi feita durante uma missa de Ação de Graças realizada ontem (31) em Teresina, por ocasião do aniversário de 67 anos do deputado.

Ele ainda revelou que pretende votar contra o recebimento da denúncia contra o presidente Michel Temer, mesmo contra a orientação do seu partido o PSB, assim como outros parlamentares do partido. “Essa brincadeira tem que acabar. Não podemos continuar com isso. É ruim para o Brasil”, assinalou.

“É preciso acabar com a hipocrisia, nesse momento temos que pensar mais no país, na pátria e a saída do presidente não é a melhor decisão no momento, porque o Brasil precisa continuar a se recuperar e toda vez que a gente dá um impulso no país, ele dá a resposta e demonstra que pode se recuperar”, completou.

Por outro lado, o deputado afirmou que pensa em deixar o PSB. “Pensam nisso por mim”, ironizou, dizendo que chegou no partido por convite do ex-governador do Pernambuco, Eduardo Campos, tendo a ficha de filiação abonada pelo ex-governador Wilson Martins.

“No momento em que as pessoas vão para conselho de ética por corrupção e ou outras questões, você ir por rebeldia, as vezes seja até mérito. Não é isso que me preocupa. Se tiver expulsão, e aí? Agora a única maneira de eu deixar o partido é por expulsão. Em outro caso eu corro o risco de perder meu mandato e eu trato ele com tanto carinho. Consegui com tanto sacrifício, eu não posso desapontar o povo do Piauí. Então eu estou amarrado pela legislação partidária”, ressaltou.

“Não tenho problema no partido e estou muito bem. Minha ida para o partido foi pensada e decidia depois de um convite do Eduardo Campos e sacramentada por Wilson Martins. Ou seja, não tenho motivos para sair. Se está tão bom, para que mudar. Não é isso, as pessoas falam mais de você do que você mesmo. Eu tenho convite de vários partidos, mas eu tenho um compromisso com o PSB. Vocês me conhecem, eu sou um homem de decisões diretas e não sou de subterfúgio. Na hora que eu tomar uma decisão, vocês serão comunicados”, finalizou. 

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