Henry nega participação na máfia dos sanguessugas

Em depoimento no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, o deputado Pedro Henry (PP-MT), voltou a negar as denúncias de que teria apresentado emendas para beneficiar o esquema da máfia das ambulâncias, coordenado pela empresa Planam. Ele disse que a Blazer DLX, comprada pelo sócio da Planam Luiz Antônio Vedoin, foi somente emprestada. Henry destacou ainda que o veículo foi devolvido antes de deflagrada a Operação Sanguessuga, da Polícia Federal.Em seu depoimento, o deputado ressaltou que, em toda a investigação, não há comprovantes de depósitos bancários em suas contas ou nas de familiares. Ele negou que Gilson dos Santos tenha sido coordenador de sua campanha e disse que os depósitos na conta de Santos se devem a serviços de consultoria de engenharia prestados por ele à Planam, na época da construção da sede da empresa em Cuiabá.Henry afirmou que só telefonou uma vez para a ex-funcionária do Ministério da Saúde Maria da Penha Lino, envolvida no esquema, para pedir rapidez em um convênio com Mato Grosso. A ligação foi gravada em escuta da Polícia Federal, no fim de 2005.O parlamentar disse que estava preocupado em perder emendas no valor de R$ 1 milhão, que beneficiariam o Hospital Regional de Cáceres, cidade da qual seu irmão Ricardo Luiz Henry é prefeito. O deputado assinalou que a construção do centro de ambulatórios e especialidades do hospital não está relacionada com o esquema das ambulâncias, assim como todas as outras emendas que apresentou, desde o ano 2000.Por fim, Henry confirmou que conheceu o sócio da Planam Darci Vedoin em 1993, que lhe foi apresentado como um especialista em assessoria para prefeituras. Na época, o deputado era vice-prefeito de Cáceres. Ele disse que mantinha uma relação de amizade com Vedoin, mas que não sabia como ele operava os negócios em relação às emendas de parlamentares.

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