Henrique Meirelles se filiará ao PMDB na quarta-feira

Em conversa com Lula, presidente do Banco Central diz que poderá disputar vaga no Senado

João Domingos, O Estado de S. Paulo

29 de setembro de 2009 | 19h19

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, filia-se nesta quarta-feira, 30, ao PMDB. Ele conversou na terça com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a respeito da filiação, falou de suas preocupações com a política monetária e possíveis consequências ao optar por um partido e disse que, se tudo der certo, disputará uma das duas vagas para o Senado. Lula respondeu que gostaria de tê-lo à frente do Banco Central até o fim do governo. Mas que não via inconveniente em que se filiasse a um partido político.

 

O PMDB de Goiás preparou uma festa para receber Meirelles. A cerimônia foi marcada para as 11 horas, na sede regional do partido, no Setor Aeroporto, área central de Goiânia. Meirelles, no entanto, não quer muito barulho. Disse preferir uma cerimônia simples. Mas, apesar do manifesto desejo do presidente do BC por algo mais modesto, claques partidárias já estavam sendo preparadas na terça, em Goiânia.

 

Depois de assinar o ato de filiação Meirelles seguirá para Copenhagen, na Dinamarca, onde no dia 2 será escolhida a sede das Olimpíadas de 2016. O Rio de Janeiro é candidato. O presidente Lula também estará em Copenhagen.

 

A filiação de Meirelles ao PMDB ocorrerá sem problemas. Os ciúmes que haviam sido criados pelo presidente Lula, que lançou Meirelles ao governo do Estado e irritou o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, já foram esquecidos. O próprio Iris, ao saber que Meirelles não queria o governo, o convidou para o PMDB. No último domingo os dois tiveram uma longa conversa. Iris disse a Meirelles que o PMDB só tem a ganhar com ele e que a sua chegada vai engrandecer o partido, tanto em Goiás quanto no Brasil.

 

No PP do governador Alcides Rodrigues, no entanto, a filiação de Meirelles ao PMDB está causando problemas. O partido havia oferecido a legenda para que Meirelles disputasse o governo do Estado numa composição que teria o apoio do presidente Lula contra a candidatura do tucano Marconi Perillo.

 

Acontece que, com a decisão de Meirelles, algumas alas do PP passaram a trabalhar para levar o partido ao palanque de Marconi. Iris Rezende está, agora, tentando evitar que o problema se alastre, levando de volta o PP para a chapa que pretende montar para disputar o governo de Goiás no ano que vem.

 

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