Henrique Meirelles desiste de concorrer ao governo de Goiás

Presidente do Banco Central, recém filiado no PMDB, diz que só irá decidir futuro político em março

estadao.com.br,

11 de fevereiro de 2010 | 18h37

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, descartou nesta quinta-feira, 11, uma eventual candidatura ao governo de Goiás. Pressionado por membros do seu partido, o PMDB, a antecipar a decisão sobre seu futuro político, o banqueiro disse estar atendendo um pedido do presidente Lula, que lhe pediu para que se dedique ao comando do BC até a data limite de desincompatibilização para concorrer a cargo eletivo, no incío de abril.

 

"Liberei o PMDB de qualquer prioridade ao meu nome. Deixo o partido à vontade para compor a chapa de governador imediatamente. Se julgarem necessário, sem a minha participação", disse Meirelles em nota divulgada nesta quinta-feira.

 

Na quarta-feira, 10, o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB-GO), aumentou a pressão para que banqueiro anuncie a decisão de se candidatar ou não ao governo de Goiás ou a uma vaga no Senado pelo PMDB nas próximas eleições.

 

Meirelles destacou, entretanto, que uma definição sobre uma eventual candidatura ao Senado será "anunciada no fim de março". Segundo o banqueiro, suas "responsabilidades no BC não permitem antecipar a decisão".

 

Na quarta-feira, após reunião no Ministério da Fazenda, Iris afirmou que o PMDB de Goiás esperava "para ontem" uma decisão. Segundo ele, o partido não poderia esperar até fim de março - prazo dado por Meirelles para anunciar se continua no comando do BC ou deixa o posto para disputar um cargo político.

 

"Não podemos esperar. O que queremos dele é o seguinte: simplesmente uma decisão. Não há pressão", disse o prefeito de Goiânia e ex-governador de Goiás por duas vezes. "Se ele quiser ser candidato a senador, será. Se ele quiser ser candidato a governador, será. Mas ele tem que ser rápido porque a demora pode nos levar a perda de terreno e espaço."

 

Meirelles se filiou ao PMDB no fim do ano passado, a tempo de concorrer a um cargo eletivo nas eleições de 2010. Interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que o Planalto gostaria de ter o nome do banqueiro como candidato a vice numa eventual chapa encabeçada pela ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à presidência.

 

Com informações de Fernando Nakagawa e João Domingos 

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