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Henrique Eduardo Alves pede demissão

Presidente em exercício Michel Temer aceitou o pedido do ministro do Turismo

Tânia Monteiro e Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2016 | 16h34

BRASÍLIA - O presidente em exercício Michel Temer aceitou o pedido de demissão do ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, conforme antecipou Sônia Racy da Coluna Direto da Fonte. A informação foi confirmada pela assessoria do Palácio do Planalto. A gota d’água foi a nova revelação sobre a delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado ao Ministério Público Federal, no âmbito da Operação Lava Jato. O ex-presidente da Transpetro diz ter pago a Henrique Alves R$ 1,55 milhão. Alves já estava na mira do governo por conta de inúmeras no seria o acúmulo de notícias negativas contra o peemedebista e interlocutores do presidente em exercício já pressionavam pela sua saída, alegando que a permanência dele no cargo, contrariava a fala de Temer de que, surgindo denúncias, a autoridade atingida deveria pedir demissão do cargo.

As denúncias de Sérgio Machado, no entanto, atingem grande parte da cúpula do PMDB e até o presidente Temer que, mais cedo convocou a imprensa para rebater as denúncias e acusá-las de criminosas, mentirosas e irresponsáveis. Temer, que está “muito irritado” com as acusações, chegou a dizer que “alguém que teria cometido aquele delito irresponsável que o cidadão Machado apontou não teria até condições de presidir o País".

Cerimônia. Michel Temer estava sentado na plateia na cerimônia de anúncio da expansão de vagas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no momento em que o Planalto oficializou o pedido de demissão de Alves. A cerimônia foi trazida para o Planalto na tentativa de Temer reverter a agenda negativa criada após a delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

No evento, feito em um formato nada tradicional,  Temer foi “apresentado” pelo ministro da Educação, Mendonça Filho. Depois de assinar o termo que autorizou a expansão do Fies, Temer ficou de braços cruzados ao lado do ministro e decidiu então sentar em uma poucas das cadeiras reservadas aos convidados.

Machado vinculou em sua delação premiada o presidente em exercício a um esquema de propinas que, segundo ele, vigorou por cerca de dez anos na subsidiária de logística da Petrobrás. Segundo o ex-presidente da Transpetro, Temer lhe pediu R$ 1,5 milhão para a campanha de Gabriel Chalita - na época no PMDB - à Prefeitura de São Paulo.

Temer fez uma breve fala na cerimônia e deixou o evento.

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