Heloísa Helena se diz vítima de ?tribunal da Inquisição?

A senadora Heloísa Helena (PT-AL) está encarando o processo de expulsão do partido como se fosse uma vítima de um tribunal da Inquisição. "Na Inquisição, os ?advogados da dor? tinham que queimar o que (os acusados) haviam escrito, esquecer o que sabiam e não ver o que estavam olhando; impunham que as pessoas abrissem mão daquilo que seus corações e mentes aprenderam: isso é uma situação absolutamente abominável", desabafou hoje no programa Balanço Geral, exibido ao meio-dia pela TV Itapoan (Record).Emocionada e com a voz embargada em alguns momentos, ela fez uma apelo para que a direção do PT "não rasgue a tradição construída ao longo da sua história", defendendo seu direito de discordar das reformas que estão sendo propostas pelo Planalto. "Não é obrigando, se impondo pela força, truculência e cabresto que as pessoas ajoelham-se diante dos outros", disse. ?Atualmente é fácil ser neolulista, neoesquerda e neopetista.?Na visão de Heloísa Helena, os novos aliados do Planalto se aproximaram do governo para "continuar parasitando os espaços do poder, usufruindo de cargos, das emendas e das verbas".Ela não aceita o fato dos chamados "radicais petistas" não poderem defender livremente suas posições pelo fato do partido estar no governo. Para ela, os petistas estão "quase que repetindo a velha prática condenável perante a opinião pública, daqueles que patrocinam vigarice política, banditismo eleitoral, demagogia, que é de dizer algo quando está fora do poder e quando chega a ele tem obrigação de dizer algo completamente diferente". A senadora voltou a criticar as semelhanças entre o atual governo e o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo ela, se as reformas que o PT quer aprovar fossem a "panacéia" para resolver os problemas do País, "nós (os petistas) tínhamos que nos desculpar publicamente ao povo brasileiro, pois não as aprovamos quando eram propostas do governo anterior".

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