Heloísa classifica agressão de ''''vulgar'''' e ''''chula''''

Ex-senadora diz não querer ''''fazer o jogo'''' de Renan e não responde a ataque

Gabriel Manzano Filho, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2009 | 00h00

A ex-senadora Heloísa Helena (AL), presidente do PSOL, considerou ''''uma agressão vulgar, chula e inconseqüente'''' as acusações que lhe fez anteontem, da tribuna do Senado, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ela avisou, entretanto, que não responderá nem tomará qualquer outra providência, ''''para não fazer o jogo do senador''''.Ao defender-se das denúncias que envolvem seu nome, na mídia, Renan chamou de ''''derrotados rancorosos'''' tanto ela quanto outro de seus adversários políticos de Alagoas, o ex-deputado João Lyra (PTB). Ele se disse ''''agredido diariamente por ignomínias, perfídias, insídias'''', originadas ''''da briga política paroquial''''. Os dois rivais, acrescentou o senador, '''' tentam, desesperadamente, uma reinserção na vida política nacional''''.Heloísa H elena diz que acha melhor deixar o senador brigar sozinho. ''''Quando fui informada de suas palavras tive uma vontade enorme de reagir na hora. Depois percebi que, se o fizesse, estaria dando os argumentos de que ele precisa para se fazer de vítima.''''''''Todos os que me conhecem'''', prosseguiu a ex-senadora, ''''sabem que eu jamais praticaria um ato de injustiça com quem quer que fosse. Sabem também que é impossível eu agir em conluio com qualquer pessoa denunciada por corrupção. Não sou capaz de praticar atos ilícitos contra meu maior inimigo, assim como não faria um conluio nem com meu maior amigo'''', afirmou.Heloísa Helena considera ''''mais proveitoso, em vez da polêmica, reafirmar o que o PSOL vem fazendo no Congresso''''. O partido, que foi o autor da primeira representação contra Renan junto ao Conselho de Ética, ''''entrou com um pedido de investigação contra ele, para coisas como apurar tráfico de influência, intermediação de interesses privados, enriquecimento ilícito, abuso de prerrogativas oficiais e obtenção de vantagens indevidas'''', informou a ex-senadora.

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