Heloísa ataca ''''ladrão dos cofres públicos''''

Ex-senadora vai processar Dirceu, que chama de ?machista e canalha?

Clarissa Oliveira, O Estadao de S.Paulo

04 Janeiro 2008 | 00h00

A presidente nacional do PSOL, a ex-senadora Heloísa Helena (AL), afirmou ontem que pretende abrir um processo na Justiça contra o ex-ministro e deputado cassado, José Dirceu, para buscar uma reparação pelas declarações dadas por ele à revista Piauí deste mês, que chegou ontem às bancas.Candidata derrotada na última eleição para a Presidência da República, Heloísa acusou Dirceu de roubar dinheiro público. Também afirmou que ele se empenhou em agredi-la "como mulher" por não encontrar em sua biografia nenhum indício capaz de manchar sua trajetória como militante política."Além de ser um conhecido ladrão dos cofres públicos - que anda por aí, passeando pelo Brasil e gastando todo o dinheiro que ele roubou do povo, enquanto eu estou na sala de aula ganhando meu salário como professora -, ele se mostra um velho, machista e canalha", declarou Heloísa, em conversa por telefone, dizendo ter tomado conhecimento naquele momento da referência feita ao seu nome na entrevista dada à revista Piauí.Sem disfarçar a irritação com as acusações sobre a votação que decidiu o futuro do mandato do ex-senador Luiz Estevão, em 2001, Heloísa voltou a negar que tenha votado contra a cassação de seu mandato. Ela declarou ainda que, mesmo que o tivesse feito, isso não seria suficiente para justificar o comportamento de Dirceu.SUPREMOHeloísa, que foi expulsa do PT em dezembro de 2003, afirmou que o processo que corre contra Dirceu no Supremo Tribunal Federal (STF) por causa do escândalo do mensalão serve de exemplo de sua conduta. Chamando o ex-ministro de "ladrão" e "rato" sucessivas vezes, ela acrescentou: "Se durante toda a carreira dele de homem público medíocre e ladrão ele cometeu inúmeros atos que certamente não podem ser publicados, eu, como mulher trabalhadora, nunca fui capaz de nenhum ato impublicável."Ela disse que Dirceu deveria "se comportar como homem" e contar que atos impublicáveis seriam esses . "Mas ele certamente não é um homem. Não vou dizer que é outra coisa, porque eu respeito outra coisa. Ele é um rato, covarde."

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