Heloísa apóia plebiscito sobre reestatização da Vale

Ex-senadora considera 'satisfatória' decisão do STF no caso mensalão e condena foro privilegiado

TATIANA FÁVARO, Agencia Estado

31 de agosto de 2007 | 18h44

A presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena, disse nesta sexta-feira, 31, em visita a Campinas para apoiar a campanha do plebiscito popular pela reestatização da Companhia Vale do Rio Doce que falta seriedade do governo Lula ao conduzir os processos de privatização no País. "Se o governo brasileiro fosse sério, não fosse acovardado diante do capital financeiro, se o governo Lula fosse sério, ele não teria capitaneado o processo imoral de corrupção e sucateamento da máquina pública. E teria tido a coragem de promover a auditoria necessária para o processo de privatização e garantir a reestatização de determinados setores, como a Vale do Rio Doce", afirmou a ex-senadora. Heloísa Helena esteve em Campinas, a 95 quilômetros de São Paulo, para receber comenda dos vereadores de Campinas. Heloísa disse que a visita também teve o objetivo de permitir uma discussão com a população sobre questões objetivas do cotidiano, como saúde, educação e segurança. "Estamos nos organizando para o processo eleitoral. O PSOL reconhece que é um partido pequeno", afirmou. "Não é uma tarefa fácil continuar a construção de uma estrutura de esquerda no País." Heloísa Helena considerou satisfatória a indicação de 40 réus no caso do mensalão. "Claro que o ideal era que o Supremo Tribunal Federal (STF) não precisasse estar se relacionando com análises de minúcias penais. O ideal era de que não houvesse o foro privilegiado", disse. "Mas ainda bem que existe a fiscalização, o monitoramento, o controle da sociedade em geral, as mobilizações sociais, o jornalismo investigativo que não se vendeu por verba publicitária no sentido de podermos ter mecanismos adequados para a punição dos crimes contra administração pública."

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