Helcimara Telles

Professora do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais

O Estado de S. Paulo

17 de março de 2015 | 00h09

Uma primeira "novidade" é destacar a organização não-institucional destes grupos no espaço on line, que não se encontraram liderados por "políticos tradicionais" Em segundo lugar, a presença do antipetismo nas mensagens compartilhadas, inclusive nos espaços offline. Finalmente, mais não menos importante, seria o caso de indagar se os efeitos dos ajuste fiscal e consequente piora dos indicadores econômicos, poderá expandir este perfil ideológico a outras parcelas do eleitorado, tanto através da atração de eleitores identificadas com o centro político ou com a emergente (ainda que minoritária) extrema-direita e, mesmo, se as consequências econômicas poderão seduzir segmentos tradicionalmente sob maior influencia do governo e do PT, sobretudo os recém-chegados à chamada "Nova Classe C". Os protestos demonstram profunda crítica à classe política, que novos perfis ideológicos emergem, os grupos oposicionistas têm aprendido a "organizar as ruas" e o PT delas se distanciou.

Tudo o que sabemos sobre:
protestosDilma Rousseff

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.