HELCIMARA DE SOUZA TELLES

PROFESSORA DO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA POLÍTICA DA UFMG

O Estado de S. Paulo

13 de abril de 2015 | 22h53

Os manifestantes que foram aos protestos de Belo Horizonte têm perfil bastante conservador. Em geral, aderem à democracia representativa, como demonstrado pela discordância em relação ao fechamento do Congresso, mas resistem a temas que dizem respeito à expansão dos direitos das minorias.

Interessante notar que agendas mais problemáticas se expandiram neste público. Segundo pesquisa do Grupo Opinião Pública (UFMG), a maioria tem forte sentimento antipetista e discorda das políticas de inclusão social. Contudo, nota-se que a maior parte foi às ruas pela indignação com a corrupção, tem profundo desencantamento com os partidos em geral e desejam a cassação/renúncia ou impeachment de Dilma Rousseff.

A pergunta que se coloca é se tal público corresponde apenas aos participantes do 12 de abril ou se, ao contrário, se estende a parcelas significativas da sociedade. Por outro lado, observa-se que aparentemente não é o PSDB quem herdará automaticamente este segmento: muitos citam intenção de voto para presidente, se as eleições fossem hoje, em candidatos como Joaquim Barbosa, provavelmente por desejarem um “novo nome”, não contaminado pela mal avaliada “política”.

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