Hartung defende agenda nacional de governadores

O governador reeleito do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), defendeu nesta quinta-feira a ampliação da reunião dos governadores para discutir uma agenda nacional de interesse comum a todos os Estados, ao chegar há pouco para o encontro de governadores dos partidos aliados. "Não tem uma agenda de posição e de situação", afirmou. "Temos uma agenda de país".O governador defendeu ainda a reforma da Previdência, dizendo que ela deve ser a primeira enviada ao Congresso pelo governo. "Para que fazermos uma reforma tributária se não diminuirmos a carga de impostos", indagou.Hartung afirmou ainda que, em relação à reforma da Previdência, a previsão de déficit é "assustadora" e que, por isso mesmo, é preciso ter responsabilidade e incluir o assunto na agenda. Embora desaconselhe a criação de um bloco só de governadores aliados, excluindo a oposição, Hartung acredita que a reunião desta quinta deve render um documento de apoio formal ao governo Lula.Oposição na mesaNão são só os governadores aliados que participam nesta quinta-feira, em Brasília, da reunião com o presidente Lula. O governador Ivo Cassol, do MD - resultado da fusão do PPS, PHS e PMN - também compareceu ao evento, ao lado do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, que foi afastado do PPS por ter apoiado a reeleição de Lula. Blairo, porém, disse a jornalistas que por enquanto continua no MD e que não sabe ainda a qual partido deverá se filiar.Ao contrário de Maggi, que apoiou oficialmente a reeleição do presidente Lula, Cassol ficou ao lado do tucano Geraldo Alckmin, na eleição presidencial. Ele disse que avisou na semana passada ao presidente do MD, deputado Roberto Freire, que participaria do encontro desta quinta, uma vez que trataria de assuntos de interesse dos Estados. "Governador fazer oposição é besteira", disse. "É dar murro em ponta de faca".Ele disse que vai defender na reunião desta quinta a distribuição de parte das contribuições que são arrecadadas pela União, como a CPMF, aos Estados. Participam da reunião 14 governadores, entre eleitos e reeleitos e dois vices.

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