Hantavírus causa outra morte em Ribeirão

Pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, estão na região de Ribeirão Preto desde ontem investigando a origem de um caso de hantavírus que causou a morte de uma mulher de 22 anos em 2 de fevereiro. Foi o primeiro caso da doença registrado no Estado este ano. A região de Ribeirão Preto já teve cinco mortes nos últimos anos, sendo a última em Jardinópolis, em 1999.A vítima trabalhava no pedágio da Vianorte, instalada na Rodovia Atílio Balbo, entre Ribeirão e Sertãozinho. Segundo o responsável pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Sertãozinho, Carlos Alberto Pedreira de Freitas, a mulher foi atendida três vezes no Hospital São Francisco, em Ribeirão Preto, em poucos dias. Na primeira vez, ela tinha febre. Na segunda, exames de sangue e urina foram feitos e um antibiótico foi-lhe receitado. Na terceira vez, após sair do trabalho, com dificuldades respiratórias, ela foi levada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, onde morreu. Como o quadro indicava suspeita de hantavírus, uma doença provocada por urina e fezes de ratos silvestres, foi pedido uma análise ao Instituto Adolfo Lutz.Os técnicos do Instituto Adolfo Lutz estão capturando ratos para análises na zona rural. Hoje, após a instalação de 80 armadilhas, 43 ratos foram capturados pelos técnicos em fazendas próximas à praça de pedágio da concessionária Vianorte. Segundo Freitas, também foi feita a coleta de sangue de todos os funcionários da Vianorte, mas o resultado ainda não ficou pronto.

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