Hage diz haver preconceito no 'caso da tapioca'

O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, disse hoje, durante sessão da Comissão Parlamentar Mista dos Cartões Corporativos, que o "caso da tapioca" está sendo tratado com preconceito. "O caso não seria notório se fosse um cheeseburger", declarou Hage, a respeito da compra de tapioca feita pelo ministro dos Esportes, Orlando Silva, com uso do cartão corporativo. Hage afirmou ainda que o único problema da despesa é que ela foi feita em Brasília. "Gastos com alimentação em Brasília não são permitidos para quem mora na cidade", justificou.Segundo o deputado Vic Pires (DEM-PA), o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, teria dito que o governo não deveria colocar informações no Portal da Transparência antes que estas fossem fiscalizadas previamente. Hage, porém, afirmou não concordar com uma fiscalização prévia e avaliou que Bernardo foi mal interpretado. "Não há sentido em mobilizar milhares de servidores para fiscalizar previamente os gastos", disse o ministro da CGU. As informações são da Agência Câmara.

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