Haddad volta a defender municipalização da Cide

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), voltou a afirmar nesta quarta-feira, 18, que é necessário conquistar fontes alternativas de financiamento do transporte público. Ele mencionou a proposta de municipalização da Cide sobre combustíveis e afirmou que o projeto é "uma espécie de pedágio urbano". Haddad participa nesta manhã da abertura de convenção do Sindicato da Habitação (Secovi), em São Paulo.

BEATRIZ BULLA E ALINE BRONZAT, Agência Estado

18 de setembro de 2013 | 12h52

"Já estamos no terceiro ano de tarifa (de ônibus) congelada. Estamos indo talvez para o quarto ano. Sem uma nova fonte de financiamento não temos condição de tirar as obras do papel", disse Haddad, comentando que durante os protestos de junho pela revogação do aumento da tarifa "o ambiente para o debate não estava colocado".

Ele afirmou que o pedágio urbano é uma fonte de financiamento possível para o subsídio do transporte público, mas afirmou que a municipalização da Cide é mais fácil de ser implementada e "menos antipática". "A fonte alternativa de financiamento de transporte público tem que ser pensada e rápido", disse Haddad.

O economista Eduardo Gianetti da Fonseca, presente no debate, comentou que o preço da gasolina também está represado e disse que é preciso "colocar o carro no seu lugar", pois "há anos" o uso do automóvel tem sido estimulado.

Habitação

Durante debate sobre as questões de habitação na cidade de São Paulo, Haddad afirmou que será possível reduzir o tempo de aprovação de projetos do setor. Hoje, o prazo médio é de 450 dias para aprovação, na cidade, segundo apontou Giannetti. "Acho que reduziremos à metade até o final de 2014. Até o final de 2016 é razoável imaginar um prazo de 90 dias para aprovar um projeto", disse Haddad.

O prefeito comentou ainda que a cidade é pouco verticalizada e que o maior problema não é de escassez de terrenos, mas de uma má regulação. "A cidade deveria ter um desenho urbano", comentou o prefeito, que defendeu ainda a possibilidade de fazer o retrofit total de prédios, cláusula do novo plano diretor. "A câmara vai ser o palco de calibração do plano diretor", disse Haddad, que completou: "São Paulo é uma cidade mal regulada, mas que tem estoque de terra".

Giannetti afirmou que deve ser pensada a questão da infraestrutura urbana e do transporte coletivo para possibilitar um adensamento da habitação. Haddad completou dizendo que é preciso usar o território da cidade para distribuir também emprego.

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