Paulo Liebert/AE
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Haddad questiona resultados de pesquisa: 'Nossos números são bem melhores'

Datafolha aponta queda de dois pontos de petista e crescimento de um ponto de Serra

Bruno Lupion, de O Estado de S. Paulo - Texto ampliado às 20h20

20 de setembro de 2012 | 19h22

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, contestou nesta quinta-feira, 20, a última pesquisa Datafolha, que registra queda de dois pontos da intenção de votos no petista, para 15%, e crescimento de um ponto do tucano José Serra, que atingiu 21%. Com a diferença, Serra se isola na segunda posição, atrás do líder Celso Russomanno (PRB), que cresceu três pontos e tem 35% das intenções de voto. Nesse levantamento, a margem de erro é de 2 pontos - por isso, o tucano e o petista não estão mais em empate técnico.

"O Datafolha não está conferindo com os nossos números, que são bem melhores", afirmou, referindo-se às sondagens internas contratadas pelo PT.

Em Artur Alvim, Haddad afirmou que 40% do eleitorado assistiu a menos de três programas eleitorais e que sua campanha está confiante em um "segundo salto" nas intenções de voto nos últimos dias da eleição."Toda a nossa obsessão na reta final é fazer chegar (ao público) as informações e as comparações entre os candidatos. Com isso, a gente vai para o segundo turno de maneira confortável e vamos fazer o debate político", disse.

Haddad afirmou ainda que há uma preocupação de sua campanha em relação ao extremo leste da capital. Apesar de ser uma região tradicionalmente petista, o voto em Haddad nesses bairros não decolou – a pesquisa Datafolha informa que, nessa área, o candidato do PRB, Celso Russomanno, tem 46% das intenções de voto, contra 16% de Haddad.

“Precisamos ter uma atenção à zona leste, nosso povo já está mais mobilizado (nessa região), é onde a gente precisa retomar os votos que são nossos historicamente para ganhar a eleição”, disse.

Maconha. Durante a caminhada, Haddad foi questionado por três estudantes se era favorável à legalização da venda e porte da maconha. Ao final, o petista disse aos jornalistas que não tinha ouvido a pergunta dos jovens, mas afirmou ser contra a legalização da erva. "A sociedade está muito vulnerável, e vamos torná-la mais vulnerável ainda se tomarmos uma atitude como essa (legalização da maconha)", afirmou.

Haddad disse que, se eleito, a Guarda Civil Metropolitana adotará uma postura de polícia comunitária e fará abordagens aos usuários de drogas de forma a "resgatar" a juventude para uma vida "saudável". "Precisamos resgatar a juventude para a escola pública de qualidade, oferecendo educação profissional, cultura, lazer e esporte". Para o petista, "não é aderindo a teses fáceis que vamos conseguir mudar as coisas na periferia".

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