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Haddad minimiza suposta declaração de Valério sobre ação de Lula no mensalão

Empresário teria afirmado que Lula teve papel relevante no esquema, segundo revista; para candidato do PT, denúncias refletem fragilidade de publicitário, já condenado pelo STF

Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2012 | 13h49

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse neste sábado, 14, que as denúncias feitas por Marcos Valério sobre o suposto envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no mensalão refletem "um comportamento normal dessas pessoas que sofrem processos dessa natureza de, a cada momento, apresentarem uma versão".

Após carreata que atravessou praticamente todo o extremo Leste da capital, Haddad criticou seus principais opositores, Celso Russomanno (PRB), a quem atribui uma ausência de programa para a solução dos problemas da metrópole, e José Serra (PSDB), a quem atribuiu o abandono da cidade quando foi prefeito.

Haddad disse que não leu a reportagem publicada na revista Veja, na qual Lula é citado. "Isso (denúncias) vai acontecer com aquelas pessoas mais fragilizadas, que foram condenadas. Elas vão mudar a versão dos fatos recorrentemente. Podem esperar que, a cada mês, a cada ano, vão apresentar uma versão nova dos fatos", disse em referência a Marcos Valério, já  condenado pelo STF nos autos do processo do mensalão.

Para Haddad, denúncias do tipo "acontecem muito normalmente com essas pessoas". Ele considera que o suposto operador do mensalão "é uma pessoa que está num momento difícil da sua vida e que, evidentemente, a essa altura, a cada momento, vão dizer uma coisa a respeito, até para se justificar perante a família".

O candidato petista, que teve durante a longa carreata a companhia da senadora Marta Suplicy, nova ministra da Cultura, lembrou que o ex-deputado Roberto Jefferson, delator do mensalão, também já passou pela situação agora vivida por Valério ao apresentar diversas versões sobre o caso.

Haddad diz ter convicção de que o julgamento do mensalão, que se arrasta há mais de 40 dias e poderá ser concluído muito próximo das eleições municipais, não afetará sua campanha. "A população tem total compreensão de que se alguém se desviou do rumo certo, essa pessoa tem que ser julgada. As acusações têm que ser apuradas. É isso que está acontecendo no Brasil. O País resolveu encarar com todas as consequências esse tipo de gesto. Se no passado não foi assim, temos que compreender que o Brasil mudou, a Justiça funciona, o Supremo Tribunal funciona, a Polícia Federal, o Ministério Público."

Anda sobre as revelações de Marco Valério à revista Veja, o candidato do PT afirmou: "Sobre o comportamento dos condenados, eu penso que é imprevisível. A partir de agora tudo pode acontecer, porque há muita coisa em jogo na vida deles. Ele têm uma família a quem responder. Uma situação de abalo psicológico muito forte".

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