Marcio Fernandes/AE
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Haddad minimiza apoio de PDT e PTB à candidatura tucana

Petista diz que partidos - que fazem parte do governo Dilma - poderão compor base de apoio de sua adminstração

Pedro Rocha, de O Estado de S. Paulo

11 de outubro de 2012 | 17h42

O candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad (PT), minimizou, em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira, 11, no Jardim São Luís, na zona sul de São Paulo, o fato de o PTB e o PDT, partidos que fazem parte da base de sustentação do governo Dilma Rousseff, terem se aliado ao seu adversário, José Serra (PSDB), e classificou como indelicada a fala de Campos Machado em que este o chama de "marionete". O candidato petista disse que mesmo não contando com o apoio desses partidos no decorrer da eleição, eles poderão compor a base de apoio de sua administração caso seja eleito.

Haddad citou o fato de PTB e PDT serem aliados do governo de Geraldo Alckmin como fator atenuante para o posicionamento dos partidos na corrida pela Prefeitura. "Nós temos que lembrar também que o Governo do Estado tem uma máquina em atividade, assim como o governo municipal. Esses partidos são da base de sustentação do governo local", citou o candidato, "mas isso não significa que não contaremos com o apoio deles em um eventual governo", continuou.

PDT e PTB não apenas anunciaram apoio à José Serra como criticaram o governo de Dilma Rousseff e o candidato petista à Prefeitura de São Paulo. O candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo pelo PDT, Paulinho da Força, disse que seu posicionamento na eleição municiapal era consequencia de a presidente "não ter cumprido reivindicações dos trabalhadores". Pelo PTB coube ao deputado estadual Campos Machado formalizar a aliança com Serra. Ele atacou o candidato petista dizendo que São Paulo não pode ficar "à mercê de marionetes". Haddad falou que não comentaria "uma indelicadeza dessas".

Também minimizada foi a pesquisa Datafolha de intenção de voto, divulgada na quarta-feira, 10, em que o petista aparece com 47% das intenções de votos, contra 37% do tucano. "Estamos no começo da segunda etapa. É ter tranquilidade, fazer um debate com a cidade e aguardar a evolução dos números. Houve tantas surpresas no primeiro turno. Vamos ter calma", disse Haddad.

Chuva. A caminhada que estava marcada para ter início na Rua Maria Coelho de Aguiar foi cancelada para não expor o candidato à chuva, pois ele estaria com um pequeno incômodo na garganta. Apenas a entrevista coletiva foi concedida aos jornalistas. Ao falar sobre como pretende sanar o déficit de aproximadamente 126 mil vagas em creches na cidade de São Paulo, Haddad aproveitou para criticar o atual prefeito Gilberto Kassab, aliado de José Serra . "Nossa estratégia é usar três expedientes. Primeiro, trazer os recursos federais, que estão disponíveis, mas não estão sendo usados pelo Kassab. São R$ 250 milhões disponíveis para a construção de creches. Isto sanaria um terço da demanda. Outro terço seria suprido com creches conveniadas e o restante com os recursos próprios da Prefeitura".

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