Marcio Fernandes/AE
Marcio Fernandes/AE

Haddad intensifica ataques à gestão Kassab e promete construir novos hospitais

Petista criticou falta de plano de carreira para médicos e prometeu entregar mil novos leitos na cidade

Bruno Lupion, de O Estado de S. Paulo

26 de julho de 2012 | 17h10

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, intensificou nesta quinta-feira, 26, os ataques à política de saúde pública da gestão Gilberto Kassab (PSD). Para o petista, a falta de um plano de carreira para os médicos tem provocado a evasão dos profissionais para a rede privada e a rede pública de municípios vizinhos. Ele também prometeu construir três novos hospitais e oferecer mil novos leitos caso seja eleito.

Haddad afirmou que o modelo de Parceria Público-Privada (PPP) idealizado pela atual administração, que unifica a construção do prédio, os serviços de hotelaria e o atendimento médico em um mesmo pacote "não ficou de pé". "Os empresários ficaram com medo e ninguém participou", disse. Na sua avaliação, o modelo poderia ter funcionado se a construção do hospital e a prestação dos serviços de hotelaria tivessem sido separadas do serviço médico.

No entanto, Haddad não cogita usar o modelo de PPP nos três novos hospitais prometidos, pois entende que não falta dinheiro para investir no setor. "O orçamento da cidade e a vinculação dos recursos (obrigatórios) para a saúde aumentaram nos últimos anos. O problema é a gestão dos recursos, especialmente dos recursos humanos", afirmou, prometendo também estruturar um plano de carreira para os médicos da prefeitura.

Vereadores. O comando da campanha petista acredita que a entrada dos candidatos a vereador na campanha, intensificada nesta semana, ajudará Haddad a se tornar mais conhecido pela população. Nesta quinta-feira, equipes de nove candidatos a vereador acompanharam Haddad em uma caminhada pela Freguesia do Ó, zona norte da capital, engrossando o evento com bandeiras, panfletos e carros de som. "Até agora, esta foi a caminhada mais animada da minha campanha", disse Haddad.

'Vou votar na Marta'. Para chegar até a Freguesia do Ó, o petista pegou um ônibus no Largo do Paissandu, região central, com destino ao Terminal Cachoeirinha, e foi acompanhado em todo o trajeto pela imprensa.

Quatro jovens que estavam no ônibus observaram com curiosidade a comitiva do candidato, mas não souberam identificá-lo. Questionado sobre a eleição, Matheus Santos de Araújo, 17 anos, disse que iria votar 'na Marta', por ser usuário do Centro de Educação Unificado (CEU) Teotônio Vilela, próximo à sua casa. Haddad preferiu não comentar a ausência da ex-prefeita na sua campanha.

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