Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE

Haddad exibe padrinhos; Serra diz que PT é contra OSs

Candidatos fazem críticas mútuas em horário eleitoral da televisão nesta segunda-feira

Guilherme Waltenberg, da Agência Estado

22 de outubro de 2012 | 14h18

SÃO PAULO - No horário eleitoral da televisão da tarde desta segunda-feira, 22, exibido entre 13h e 13h20, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, voltou a explorar a imagem de seus principais padrinhos políticos, exibindo discursos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e da presidente, Dilma Rousseff, em comício realizado no último sábado, 20. Seu adversário neste segundo turno, o tucano José Serra, por sua vez, voltou a afirmar que, caso eleito, o candidato petista irá acabar com a parceria entre a Prefeitura e as Organizações Sociais (OSs) na administração de hospitais e unidades de saúde no município.

 

O programa petista foi iniciado com discursos proferidos em comício realizado no último sábado, no ginásio da Portuguesa, zona norte da capital. Foram exibidos trechos do discurso de Lula com críticas a José Serra. "Ele (quando era prefeito) não aguentou a primeira enchente e caiu fora para ser candidato a governador", disse. "Ele não sabe ficar sem um mandato. Voltar a querer ser prefeito de São Paulo é imaginar que o povo da cidade mais importante da América Latina é tonto", disparou Lula.

 

No trecho que apareceu, a presidente Dilma comparou a campanha de Haddad à sua e rebateu as críticas da campanha tucana de que Haddad não teria "competência" para exercer o cargo de prefeito. "Disseram primeiro que eu era um poste, depois disseram que eu não tinha competência para governar. Eu vim dizer que o companheiro Haddad é um dos companheiros mais competentes e experientes que eu conheço para governar São Paulo", afirmou. Reitores de universidades federais e o cantor Gilberto Gil apareceram no programa pedindo votos para Haddad.

 

Serra voltou a citar a polêmica de que, caso eleito, Haddad iria interromper as parcerias com as Organizações Sociais na administração de hospitais e unidades de saúde públicas. "Acabar com as parcerias significa acabar com o emprego de 30 mil profissionais de saúde, prejudicando a qualidade do atendimento a população", afirmou um narrador. "Ele quer o que, que a gente volte a não ter nada?", questionou um popular ao programa.

 

De acordo com o narrador, a posição petista irá acarretar o fechamento de centros de saúde da cidade de São Paulo. "A posição do PT do Haddad significa fechar 139 Amas (unidades de Assistência Médica Ambulatorial), cinco hospitais e outras 237 unidades de saúde na cidade", disse o condutor do programa.

 

Serra também exibiu promessas de seu programa eleitoral de 2004, quando venceu as eleições para a Prefeitura, e mostrou as obras prontas hoje em dia, como o hospital de M'Boi Mirim, e fez críticas indiretas ao adversário: "Ideia mirabolante de véspera de eleição costuma dar errado".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.