Haddad evita comentar sobre empresa bloqueada de Russomanno

Petista disse que não cabe a ele fazer estes tipos de considerações e comentar nesse momento da vida alheia

Fernando Gallo - O Estado de S. Paulo,

31 de julho de 2012 | 16h02

O candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira, 31, não caber a ele fazer considerações sobre as informações de que seu adversário na disputa Celso Russomanno (PRB) tem uma empresa bloqueada judicialmente, com os bens indisponíveis, e de que foi citado por um dos investigados na operação Monte Carlo, que prendeu o empresário Carlinhos Cachoeira, em uma conversa sobre remessa de dinheiro para o exterior.

Em caminhada eleitoral no Itaim Paulista, zona leste da capital, Haddad sustentou apenas que Russomanno tem que "responder as perguntas" que lhe são feitas.

"Temos que respeitar os demais candidatos, deixar a imprensa fazer o seu trabalho. Não nos cabe nesse momento comentar sobre a vida alheia. Tem a imprensa e as autoridades competentes para isso. O que cada candidato tem que fazer é se apresentar e se explicar quando for o caso, e fazer chegar ao eleitor a sua verdade."

Haddad não quis dizer se acredita que o eleitor deva levar os dois casos em conta na hora de votar.

"Quem sou eu para dizer o que o eleitor tem de levar em consideração? O eleitor terá à disposição muitas informações sobre todos nós. Temos que ter serenidade e garantir que todos tenham o direito de se expressar. Dar liberdade para a imprensa arguir, tirar dúvidas. Se cada um fizer a sua parte, o eleitor vai escolher bem".

O candidato petista declarou não temer eventual indagação do caso do mensalão no debate de quinta-feira na Band entre os postulantes a prefeito. A data do debate é a mesma do início do julgamento do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

"Sinceramente, não temo nada. Qualquer assunto é bem-vindo. Não tenho restrição a nenhum tema".

Haddad disse que a única preparação especial que faz para o debate é um treinamento de concisão da fala.

"A questão do tempo. Responder sobre a cidade em um minuto e meio exige uma concentração sobretudo para quem dava aula de quatro horas."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.