Taba Benedicto/Estadão - 15/7/2019
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Haddad é um 'bajulador eterno' de Lula, diz Ciro

Para presidenciável do PDT, o ex-ministro da Educação 'aceitou ser poste'

Matheus de Souza, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2021 | 18h14

O ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência, usou o Twitter, na tarde desta terça-feira, 24, para rebater as críticas feitas pelo ex-prefeito Fernando Haddad, nome do PT para disputar a eleição ao governo de São Paulo, em 2022. Ciro afirmou que não deve nada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sendo livre para criticá-lo, ao contrário do ex-prefeito e ex-ministro da Educação que, na sua avaliação, “aceitou ser poste”.

Para Ciro, Haddad é “bajulador eterno” de Lula, “sempre da turma do amém”.  

Em entrevista ao programa Encontro com Bial, da TV Globo, o petista afirmou que não responderia às críticas de Ciro para não se “rebaixar ao nível dele”. Haddad também alegou que não respeitava políticos que “cospem no prato que comeram”, em referência às críticas do pré-candidato do PDT a Lula.

“Tudo que Haddad tem na vida política deve a Lula”, postou Ciro em suas redes sociais. “Já eu, a ele não devo nada. Por isso sou livre para criticá-lo (...). Haddad aceitou ser poste. Eu jamais aceitaria. Sua subserviência, incompetência e falta de amor ao país (sic), deu a presidência do Brasil ao Bolsonaro.”

A crítica também foi estendida a Lula. O ex-presidente tem afirmado em entrevistas e discursos que não irá responder aos ataques de Ciro, o que tem deixado o pré-candidato insatisfeito. “Enquanto eu peço para debater os problemas do Brasil, eles seguem evitando. Não têm projeto, apenas paixão doentia pelo poder. Para obtê-lo pagam qualquer preço. São capazes de vender a própria honra e a honra do país”, insistiu o pré-candidato do PDT.

Ciro disse, ainda, que seus adversários políticos “seguem abraçando bandidos” e “atacando quem os enfrenta de cabeça erguida”. Afirmou que sua missão é livrar o País “de Bolsonaro e do lulopetismo corrompido”.

A nova ofensiva do presidenciável do PDT ocorre um dia depois de Cid Gomes, irmão de Ciro, ter se reunido com Lula, em Fortaleza. No cardápio da conversa estava a criação de uma frente para enfrentar Bolsonaro e a montagem de palanques nos Estados com o PDT.

“Democracia no centro da discussão. Os democratas desse país têm a responsabilidade e o desafio de resgatar a civilidade na política brasileira pelo bem do Brasil”, escreveu Lula após encontro, também em Fortaleza, com Tasso Jeireissati (PSDB-CE) no escritório político do senador

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