Rafael Arbex|Estadão
Rafael Arbex|Estadão

Haddad e Matarazzo trocam acusações de 'medíocre'

Em entrevista ao 'Broadcast Político' da 'Agência Estado', prefeito de São Paulo respondeu às críticas do vereador, líder do PSDB na Câmara e pré-candidato à prefeitura

Ana Fernandes e Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

14 Novembro 2015 | 15h42

Em quarto lugar na mais recente pesquisa Datafolha sobre a eleição municipal de São Paulo do ano que vem, com 12% das intenções de voto, o prefeito Fernando Haddad (PT) classificou a oposição ao seu governo como “amadora”, “pobre intelectualmente” e chamou o vereador Andrea Matarazzo, pré-candidato do PSDB, de “medíocre”.

“A oposição é muito amadora e pobre intelectualmente. Não tem nenhum destaque pessoal. Ele (Matarazzo) tem dificuldades, foi um subprefeito medíocre, um secretário medíocre, um ministro apagado, uma pessoa que nunca deu certo nas funções que ocupou”, afirmou o prefeito da capital em entrevista ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

A declaração foi uma resposta ao vereador, líder do PSDB na Câmara, que tem feito críticas recorrentes ao desempenho do prefeito em entrevistas e nas redes sociais. “Sinceramente, com todo o respeito, essa crítica vinda do subprefeito da Sé da gestão anterior... Qual a marca que ele deixou?”, diz Haddad.

Ao ser informado das declarações do prefeito, Matarazzo reagiu no mesmo tom. “O Haddad falar em mediocridade é estranho. Ele foi um ministro (da Educação) destruidor. Quebrou o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Não conseguiu fazer nem um Enem sem problemas. Na Prefeitura de São Paulo, acabou com a inspeção veicular, estimulou invasões e fechou todos os telecentros. Além de medíocre, o prefeito é incompetente”, rebateu o vereador tucano, que foi secretário de Coordenação das Subprefeituras de São Paulo.

“Ele me escolheu (como alvo) porque sabe que, em uma disputa comigo, perde de 7 a 1”, concluiu o tucano.

Até o momento, Matarazzo e o empresário João Doria Júnior são os dois únicos inscritos no PSDB para o processo de prévias que definirá o candidato da sigla em 2016. O deputado Bruno Covas e o ex-deputado José Aníbal também demonstraram interesse em entrar na disputa interna.

Os aliados de Matarazzo no partido avaliam que as declarações do prefeito fortalecem o nome do vereador na legenda. Para o presidente do PSDB paulistano, Mário Covas Neto, a entrevista de Haddad foi um “trampolim” para o vereador.

Na pesquisa Datafolha, divulgada no começo de novembro, o deputado federal Celso Russomanno (PRB) lidera com 34% das intenções de voto. Em segundo lugar estão empatados tecnicamente a senadora e ex-prefeita Marta Suplicy (PMDB), o apresentador José Luiz Datena (PP), ambos, com 13%. O empresário João Dória Júnior tem 3% e o vereador Andrea Matarazzo, 4%.

Base. Na entrevista, o prefeito também falou sobre a situação do PMDB em seu governo. O partido do vice-presidente Michel Temer, que faz parte da base de Haddad na Câmara dos Vereadores e comanda quatro secretarias, pretende lançar a senadora Marta Suplicy na disputa do ano que vem.

“Tínhamos um entendimento que PT e PMDB estariam juntos em 2016, isso não era uma discussão de nomes. Não sei se haverá (ruptura), mas, pelo que venho observando do comportamento de alguns líderes do PMDB, entendo que tem pessoas jogando contra esse entendimento”, disse Haddad.

O prefeito minimiza, porém, a entrada de Marta, de quem foi aliado, na disputa. Haddad reconhece que Marta tem um recall grande pelas cinco campanhas majoritárias que fez nos últimos anos mas, segundo ele, todas elas foram muito associadas ao PT. “Acho natural que esteja empatada comigo (em intenções de voto no Datafolha). Foram cinco campanhas defendendo bandeiras de um governo de que todos nós participamos, eu participei de metade da gestão. Eu participei da metade boa”, pontua o petista.

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