Haddad e Chalita questionam voto em Serra e Russomanno

Os candidatos à Prefeitura de São Paulo Fernando Haddad (PT) e Gabriel Chalita (PMDB) apelaram na noite desta segunda-feira para que os eleitores reavaliem seus votos em Celso Russomanno (PRB) e José Serra (PSDB), líderes nas pesquisas de intenção de voto. No horário eleitoral, Chalita e Haddad destacaram suas biografias, seus programas de governo "voltados para os que mais precisam" e evidenciaram os "riscos" para a cidade de se levar Serra e Russomanno para o segundo turno.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

24 de setembro de 2012 | 21h54

Em seu programa, Haddad acusou a atual administração de maltratar a população mais carente nas áreas de habitação e transporte. "É hora de fazer uma cidade mais justa, principalmente para os mais pobres", defendeu o petista. O candidato apresentou suas propostas para as quatro regiões da cidade, mostrou cenas dele em campanha de rua ao lado da ministra da Cultura Marta Suplicy e do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e exibiu mais uma vez um depoimento da presidente Dilma Rousseff dizendo que ele pode fazer mais pelos pobres.

Em seguida, Haddad convidou o eleitor à reflexão. "Quem você acha que pode lhe ajudar de verdade a melhorar de vida? Um político que parou no tempo? Um outro que pensa que pode governar sem propostas, sem experiência, sem equipe, sem força política?", perguntou. "Com o apoio de Dilma e Lula, quero fazer pelos pobres de São Paulo o que eles vêm fazendo pelos pobres de todo o Brasil", reforçou o candidato do PT, que ocupa o terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto.

Quarto colocado nos últimos levantamentos eleitorais, Chalita apresentou sozinho seu programa e, num tom sereno, fez um breve resumo de sua carreira política. Dizendo-se o único capaz de unir as forças do PT e do PSDB em seu apoio, o peemedebista afirmou que a disputa entre petistas e tucanos está levando São Paulo a eleger Celso Russomanno, candidato comparado por ele ao ex-prefeito Celso Pitta e ao atual prefeito Gilberto Kassab (PSD). "São Paulo não pode sair de um buraco para cair em outro", ressaltou o candidato, pedindo para que o eleitor o leve ao segundo turno. Chalita também questionou o apoio da Igreja Universal do Reino de Deus a Russomanno. "Será que é uma boa misturar religião com política?", acrescentou.

Defendendo o trabalho em conjunto com o governo estadual, o tucano José Serra destacou, em seu programa, a parceria entre Prefeitura e governo do Estado, considerada por ele fundamental para a administração da cidade. "Prefeitura e Estado têm de trabalhar de mãos dadas", pregou Serra. Segundo o tucano, além de trabalhar em sintonia com a gestão estadual, um prefeito precisa ter "bons projetos" e "força política" para governar. No final da propaganda política, o governador Geraldo Alckmin declarou que Serra é digno da confiança do eleitor. "O Serra é o único que não inventa nada. Nele você pode confiar", afirmou.

Paulo Pereira da Silva (PDT) prometeu, em seu programa, acabar com a progressão continuada, implantar escolas de tempo integral, abrir novas vagas em creches e dobrar o efetivo da Guarda Civil Metropolitana (GCM) para a ronda escolar. Miguel Manso (PPL) criticou o déficit habitacional, a falta de projetos de regularização fundiária na cidade e a ausência de parcerias do poder municipal com o governo federal. "Não faz sentido rejeitar as parcerias com o governo federal", concluiu.

Celso Russomanno (PRB), Soninha Francine (PPS), José Maria Eymael (PSDC), Carlos Giannazi (PSOL), Ana Luiza Figueiredo (PSTU) e Levy Fidelix (PRTB) reapresentaram os programas exibidos na tarde desta segunda. Anaí Caproni (PCO) não apresentou seu programa esta noite.

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