Sergio Castro/AE
Sergio Castro/AE

Haddad e Alckmin anunciam redução de tarifas do transporte público em SP

Valor das tarifas, atualmente em R$ 3,20, volta para R$ 3, segundo antecipou o 'Estado'

Julia Duailibi e Fernando Gallo, O Estado de S. Paulo

19 Junho 2013 | 17h22

Texto atualizado às 19h59

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) anunciaram nesta quarta-feira, 19, a redução da tarifa de ônibus e trens do Metrô e da CPTM. O anúncio foi feito em coletiva no Palácio dos Bandeirantes. Com isso, o valor das tarifas, atualmente em R$ 3,20, volta a custar R$ 3, segundo antecipou o Estado.

O valor de R$ 3 passa a valer a partir da 0h da próxima segunda-feira, 24. "A tarifa de São Paulo volta a tarifa de R$ 3. É segunda-feira, é bom dizer, porque tem um prazo de reajuste dos leitores, que não é feito do dia para a noite", disse Haddad.

A decisão foi tomada depois de uma sequência de manifestações contra o aumento das passagem de ônibus na capital e também no restante do Estado.

Comemoração. O Movimento Passe Livre (MPL), que encabeçou os protestos, recebeu a notícia da redução da passagem de ônibus fazendo uma grande festa.

Sob forte emoção, e com integrantes em prantos, eles gritaram e disseram que o aumento revogado foi "o ultimo reajuste da cidade de são Paulo." A manifestação marcada para esta quinta-feira, 20, a sétima desde o dia 6, será agora um ato de festa, disseram os integrantes do MPL. "Vamos manter o ato para comemorar e também em solidariedade às outras cidades que ainda querem a revogação do reajuste" , disse um dos integrantes do movimento, o estudante Caio Martins, de 19 anos.

No último deles, ocorrido nesta terça-feira, 18, foi marcado por atos de vandalismo, lojas saqueadas e a depredação da Prefeitura e de outros prédios do centro de São Paulo. Após início pacífico do ato, um pequeno grupo atacou a sede da Prefeitura e as lojas da Rua Direita. Na manhã desta quarta, lojistas e garis dividiram a tarefa de limpar os vestígios da depredação.

Sobre os episódios, em entrevista coletiva concedida nesta quarta, Haddad atribuiu a destruição a "criminosos" que participaram do último protesto em SP. "Infelizmente o debate tem sido interditado por grupos que não confiam na democracia. São criminosos os que estão agindo nas ruas", criticou.

Na tarde desta quarta, Haddad disse que a tarifa só baixaria imediatamente assim que um projeto de lei que desonera o setor de transporte público fosse aprovado no Congresso.

Até então, a administração municipal mostrava que não iria recuar da decisão de aumentar a passagem de ônibus. O Ministério Público de SP chegou a sugerir que o valor da tarifa retornasse a R$ 3, mas a Prefeitura não acatou.

"Você acha que se eu pudesse não ter aumentado, eu teria aumentado? A prefeitura não tem fonte de financiamento para mais subsídio", disse Haddad, numa das vezes em que afirmou que não reduziria o valor.

Outras cidades. A passagem de ônibus também baixou em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. O valor da tarifa caiu R$ 0,10 e, a partir de sábado, passará a custar R$ 2,50. A redução da tarifa, que custa R$ 2,60 desde janeiro, foi uma decisão unilateral do prefeito Milton Carlos de Mello, o Tupã (PTB).

Ele não consultou as duas empresas de ônibus da cidade e, nesta quarta, diminuiu o preço. O estudo foi baseado na redução dos impostos Cofins e PIS/Pasep cobrados das empresas de transporte coletivo pelo governo federal.

Na segunda, cerca de 2 mil manifestantes protestaram no centro da cidade contra o preço da passagem. Alguns chegaram a ocupar a rampa que dá acesso à Prefeitura e à Câmara de Vereadores.

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