Haddad diz que governo quer ampliar PAF às capitais

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quarta-feira que o governo federal sinalizou que tem a intenção de ampliar o Programa de Ajuste Fiscal (PAF) às capitais do País. A extensão do PAF aos municípios é uma das bandeiras que Haddad tem empunhado no tema de reestruturação do pacto federativo. Atualmente, os Estados têm acesso ao programa.

RICARDO DELLA COLETTA, Agência Estado

24 de abril de 2013 | 21h01

"É uma sinalização da União. Tivemos já entendimento com o Tesouro Nacional de maneira que o governo sinalizou que tem intenção de abrir as linhas de financiamento às capitais", afirmou o prefeito, logo após de cerimônia da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) que o elegeu vice-presidente da entidade, nesta noite, em Brasília. José Fortunati (PDT), prefeito de Porto Alegre, foi o escolhido para ocupar a presidência da FNP. A posse da nova executiva da entidade acontece nesta quinta-feira, 25, também na capital federal.

Haddad afirmou que a extensão do PAF é um dos pilares necessários para viabilizar seu plano de metas, que prevê investimentos da ordem de R$ 22 bilhões ao longo de seu mandato. "Eu tenho dito que o nosso programa de metas está baseado em pressupostos", afirmou Haddad. O primeiro deles, segundo o prefeito, é a troca do indexador da dívida dos municípios com a União. "O segundo é a adesão ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estamos alinhando todas as diretrizes das obras de São Paulo às normas do PAC", destacou. O prefeito citou parcerias com a iniciativa privada e com o governo do Estado, além de recursos da própria prefeitura.

FNP

Tanto Haddad quanto o agora presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, José Fortunati, destacaram que a rediscussão do pacto federativo será uma das bandeiras da nova direção da entidade. "Nós temos que aproveitar a abertura que a (presidente) Dilma nos dá sobre o pacto federativo", afirmou o prefeito paulistano.

Fortunati, por sua vez, disse que os municípios, na discussão do pacto federativo, ainda são tratados como os "patinhos feios". "Sempre que o governo federal negocia, as condições dadas aos Estados são mais vantajosas. E nós entendemos que isso não é mais cabível", concluiu.

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