Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Haddad defende julgamento do 'mensalão do PSDB'

Candidato justificou comentários do ex-presidente Lula sobre a não existência do mensalão

ROBERTO LIRA, Agência Estado

22 de setembro de 2012 | 14h09

O candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, afirmou neste sábado que o julgamento do Mensalão, que está ocorrendo no Supremo Tribunal Federal (STF), constrange a toda a classe política e que espera que aconteça punição a quem errou, mas que a Justiça deve ir até o fim em todos os casos e não apenas em relação ao PT. "O mensalão do PSDB é muito anterior, é de 1998", afirmou em entrevista ao jornal SPTV, da Rede Globo. Segundo Haddad, há um risco de prescrição desses crimes em função da data em que eles foram cometidos.

Para Haddad, "desde que todos sejam julgados, garantindo o amplo direito de defesa e punidos de acordo com o que fizeram", as instituições brasileiras sairão fortalecidas. "Agora, se a Justiça se fizer para uns e não para outros, penso que a democracia vai sair enfraquecida", afirmou. Haddad insistiu que o esquema operado pelo empresário Marcos Valério começou em Minas Gerais, durante a gestão tucana no governo daquele Estado, e que esse caso também deveria estar sendo julgado. "Nós não podemos seguir o princípio: aos inimigos, a lei, e aos amigos, tudo. Vamos colocar o País a limpo", afirmou.

O candidato também comentou declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o Mensalão não existiu. "O presidente Lula está fazendo referência a um aspecto, que é a questão da coalização da base aliada. Na visão dele, não é razoável imaginar que um parlamentar do PT precisasse receber recursos para votar junto com o governo".

Mesmo ao responder sobre os problemas com as provas do Enem quando ele comandava a pasta da Educação, Haddad não deixou de provocar o PSDB e o candidato à Prefeitura José Serra. Ao lembrar que, no caso do vazamento da prova do Enem em 2009, o ministério da Educação foi vítima de um crime e que o criminoso foi identificado, julgado e punido com cinco anos de cadeia, ele provocou: "Eu gostaria que a oposição, ao invés de criticar, se solidarizasse comigo. Imagine, na cratera do Metrô, se fosse identificado um sabotador? Nós iríamos nos solidarizar com o José Serra, que era o governador à época", disse, lembrando do acidente que matou sete pessoas em 2007. "Mas que aconteceu lá foi um erro, foi homicídio culposo", disse Haddad.

Também ao falar sobre suas propostas para o transporte, sobraram farpas contra o candidato do PSDB. "A administração Serra/Kassab abandonou o transporte público e mesmo o Metrô está parado. Faz três anos que não tem um ''tatuzão'' escavando o subsolo de São Paulo", disse o candidato do PT, completando que a linha 5 continua parada e que a linha 6 sequer foi licitada. "Eles (a campanha de Serra) ficam anunciando planos de papel que não saem e que não são entregues."

Haddad respondeu ainda a críticas de que a gestão de Marta Suplicy à frente da prefeitura - da qual foi secretário de Finanças e Desenvolvimento Econômico - não investiu um centavo em obras do Metrô. "Fomos ao governo do Estado e oferecemos recursos da Operação Faria Lima em troca de algumas estações. E o governo recusou a oferta. Não queremos repassar recursos para o Metrô para aplicar no mercado financeiro", criticou mais uma vez. Segundo Haddad, dinheiro novo precisa de um novo cronograma de obras. "Não dá para ter esse ritmo tucano de entregar obras", cutucou mais uma vez.

Tudo o que sabemos sobre:
eleições 2012SPHaddadmensalãoPSDB

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.