Haddad critica 'choque tributário' de Serra e Kassab

O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad criticou nesta quarta-feira, durante visita ao Grupo Estado, a gestão José Serra/Gilberto Kassab por arrecadar mais e não reverter esses recursos em investimentos para a cidade. "O que subiu de ITBI, ISS, IPTU, taxa de inspeção veicular... O choque tributário que foi dado na gestão Serra/Kassab não tem precedente. O que está faltando é projeto", criticou o petista.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

18 de abril de 2012 | 16h34

Em entrevista à TV Estadão, Haddad lembrou que na campanha à sucessão de Marta Suplicy, em 2004, os tucanos se comprometeram em acabar com as taxas criadas pela ex-prefeita, entre elas a taxa do lixo e a taxa de iluminação pública. A primeira, segundo Haddad, foi extinta e em seu lugar foi criada a taxa de inspeção veicular. Já a segunda foi mantida por seus sucessores. "(A taxa de inspeção veicular) não está produzindo efeito nenhum, a não ser arrecadar de maneira injusta", avaliou. Caso seja eleito, Haddad disse que acabará com a taxa de inspeção veicular e que não pretende "ressuscitar" nenhum outro tributo.

O petista comparou os investimentos da Prefeitura de São Paulo com a Prefeitura do Rio de Janeiro. Segundo ele, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) tem o dobro do orçamento que o prefeito fluminense Eduardo Paes (PMDB), mas investe menos em termos absolutos. "Com o dobro do orçamento, você tinha de investir pelo menos perto do dobro", concluiu. Em sua avaliação, os gastos com custeio da atual gestão estão altos porque a terceirização "está comendo o dinheiro de São Paulo".

Haddad voltou a criticar as parcerias isoladas entre a administração paulistana e o governo federal. "A parceria federativa não é um favor, é o dinheiro do contribuinte paulistano recolhido aos cofres federais que têm de voltar na forma de benefícios", defendeu.

Se eleito em outubro, Haddad disse que manterá os investimentos no Metrô, mas que exigirá a aceleração das obras e um plano de metas para entrega de novas estações. "Não pode ser dinheiro a fundo perdido sem compromisso com a qualidade do metrô", disse o pré-candidato, atacando as "panes recorrentes" no Metrô e na CPTM.

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