Haddad cobra punição a culpados por mensalões do PT, PSDB e DEM

Candidato petista à Prefeitura de SP cobra celeridade no julgamento de processos envolvendo outras siglas

Bruno Lupion, de O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2012 | 13h32

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira, 22, que gostaria que o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) já tivesse sido concluído e pediu "punição exemplar" aos réus que forem considerados culpados.

 

O petista também criticou o fato do mensalão do PSDB mineiro, que teria acontecido em 1998, ainda não ter sido julgado, e cobrou uma posição da Justiça sobre o mensalão do DEM, no Distrito Federal, que derrubou o ex-governador José Roberto Arruda em 2010. Para ele, "ninguém vai esquecer a cena do governador embolsando dinheiro vivo na frente da câmera".

 

Pressionado durante entrevista à rádio CBN, Haddad adotou discurso de punição a todos os administradores públicos flagrados em malfeitos para que a política seja "depurada". "Quero que a Justiça se faça para todos os partidos políticos, para todos os envolvidos (...) para permitir que o jovem que quer servir ao seu País não se sinta intimidado por escândalos", disse.

 

Para ele, a punição dos culpados é fundamental para que a política "volte a ser uma atividade nobre", desde que todos os acusados tenham direito à ampla defesa.

 

Ele afirmou ainda que é a primeira vez que o STF julga um "desmando" da classe política no País, em uma demonstração de que as instituições brasileiras estariam funcionando.

 

Financiamento. Haddad também fez severas críticas ao financiamento privado das campanhas e se disse favorável ao modelo de financiamento público e exclusivo das candidaturas, uma tradicional bandeira do PT.

 

"Esse sistema precisa ser reavaliado. [O Estado] deveria garantir recursos para que todos os partidos possam apresentar seus candidatos sem a necessidade de recorrer ao financiamento privado", defendeu.

 

Para Haddad, no entanto, os partidos que hoje desejam disputar o poder não teriam outra alternativa a não se submeter a essa lógica, e ele não descarta a contratação de empresas que financiaram a sua campanha caso seja eleito. "Enquanto a regra do jogo for essa, temos a Justiça Eleitoral para acompanhar", disse.

 

Ao ser indagado sobre o nome dos financiadores de sua campanha, o petista desconversou e disse não acompanhar a arrecadação, mas mencionou que entre eles há "grandes empresários e cidadãos comuns". Ele reclamou que a arrecadação está "muito pequena" e disse que sua candidatura levantou até o momento cerca de R$ 2 milhões.

 

Para combater a corrupção de gestores públicos da Prefeitura, o petista voltou a defender a criação de uma Corregedoria Geral do Município, nos moldes da Corregedoria Geral da União.

 

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