Haddad articula apoio para ampliar tempo de TV em 2016

Prefeito de São Paulo quer no palanque PSD, PROS e PV, além dos aliados PC do B, PDT, PR e PP na disputa municipal

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

19 de julho de 2015 | 03h00

Enquanto o prefeito Fernando Haddad (PT) investe politicamente nos bairros do chamado “cinturão vermelho” para evitar a contaminação do antipetismo nos redutos do partido, seus operadores já articulam alianças para garantir que ele tenha o maior tempo de TV na campanha de 2016.

Segundo a contabilidade petista, Haddad já conta com pelo menos quatro partidos no palanque além do PT: PDT, PR, PC do B e PP. As conversas com outros três partidos, PV, PROS e PSD, já estariam em estágio avançado de negociação. 

Já o PMDB, dono da maior fatia no horário eleitoral de TV, é um caso à parte. Principal foco de atenção do PT paulista, a legenda conta com cinco pastas na Prefeitura – Educação, Segurança Pública, Controladoria, Pessoa com Deficiência e Assistência Social. Esta é ocupada por Luciana Temer, filha do vice-presidente Michel Temer. 

Os peemedebistas também receberam a garantia de que poderão indicar o vice na chapa petista, sendo o titular da Educação, Gabriel Chalita, o mais cotado. A articulação entre os dois partidos na capital tem sido feita diretamente entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Temer, que também é presidente nacional do PMDB. 

Em conversa recente com a senadora Marta Suplicy, que deixou o PT e deve disputar a Prefeitura pelo PSB, Temer sinalizou que estava próximo de selar um acordo com os petistas na capital, apesar da resistência de setores do partido no Estado. Já contra o “martismo”, o PT espera fazer corpo a corpo na periferia. “Teremos que fazer uma campanha cirúrgica na cidade. Quadra por quadra, quarteirão por quarteirão. Só uma campanha de massa e com marketing não vai resolver”, disse Jorge Coelho, um dos vice-presidentes nacionais do partido.

Apesar disso, os peemedebistas também conversam com Celso Russomanno (PRB), que já conta com o PTB e está negociando com o Solidariedade (SD). 

Mesmo com um forte recall na periferia paulistana, Marta está emparedada entre duas máquinas: de um lado, o prefeito e, do outro, o governador Geraldo Alckmin (PSDB). “O PSDB não tem um candidato natural para 2016 e terá que começar a campanha com um baixo porcentual”, avalia o vereador Mário Covas Neto, presidente da sigla na capital. 

Já aliados de Russomanno preveem uma campanha com pouco tempo de TV, uma vez que o “mercado” partidário já está congestionado.

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