JF Diorio/AE
JF Diorio/AE

Haddad aposta em união de propostas para evitar prévias no PT

Pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, ministro da Educação afirmou em evento que trabalha por um 'entendimento mútuo' e disse acreditar na possibilidade de evitar a eleição interna

Gustavo Uribe, da Agência Estado

07 de novembro de 2011 | 20h53

O ministro da Educação, Fernando Haddad, reconheceu nesta segunda-feira, 7, que tem conversado com os outros pré-candidatos do PT à Prefeitura de São Paulo e tem trabalhado por um "entendimento mútuo" até a data prevista para o processo de prévias da sigla, marcado para 27 de novembro. O petista disse ainda acreditar que, do ponto de vista programático, é possível criar uma união que possa evitar a realização da eleição interna.

 

"Enquanto nos preparamos para as prévias do dia 27, nós estamos conversando para tentarmos compor, inclusive incorporando os projetos que foram defendidos pelos outros pré-candidatos", afirmou Haddad. "E acho que, como aconteceu com o senador Eduardo Suplicy, que viu uma das suas teses contempladas, as pessoas vão, eventualmente, sentindo-se contempladas", disse. "Não custa nós fazermos um esforço de entendimento mútuo até o dia 27."

 

Na domingo, 6, o senador Eduardo Suplicy anunciou sua desistência da disputa interna ao ter recebido a promessa de que o seu programa Renda Cidadã será incorporado ao discurso do ministro, caso ele seja o candidato do PT à sucessão municipal. Haddad ressaltou que, do ponto de vista programático, os pré-candidatos do PT têm "total condição" de formar uma unidade partidária. "Nós estamos trabalhando, não necessariamente significa que isso vai acontecer, mas eu penso que é dever meu tentar buscar esse entendimento", afirmou.

 

O ministro lembrou também que se reuniu, no último fim de semana, com os deputados federais Jilmar Tatto e Carlos Zarattini. No encontro, segundo Haddad, os pré-candidatos apresentaram algumas propostas as quais acreditam que são essenciais para o programa de governo petista. De acordo com ele, Zarattini insistiu na importância de uma administração pública mais transparente e na recuperação dos serviços públicos de saúde e educação. Tatto, por sua vez, pregou uma clara política de aliança e um plano de governo que tenha como base os diagnósticos feitos pelas bases petistas. O ministro classificou as conversas com os pré-candidatos como "cordiais" e "produtivas", mas ainda não "conclusivas". "Nós temos de respeitar não só o tempo de cada um, mas também eventualmente a disposição de cada um de se manter até o final", disse. O ministro participou nesta segunda-feira de sabatina com militantes e simpatizantes do partido.

 

Haddad disse ainda que pretende procurar pessoalmente a senadora Marta Suplicy, que deixou a disputa municipal na semana passada, após um pedido da presidente Dilma Rousseff. "Nós estamos muito confiantes no apoio dela", afirmou. "Isso nós julgamos essencial para um bom êxito na campanha de 2012", acrescentou. Em discurso, quando anunciou sua desistência, a senadora considerou que a possibilidade mais forte é a de que o ministro Fernando Haddad seja o candidato do PT, mas evitou declarar apoio à pré-candidatura dele.

 

 

Tudo o que sabemos sobre:
HaddadSPconsolida

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.