Haddad afirma que críticas de tucano são 'desespero'

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, usou o programa eleitoral na TV deste domingo (21) para se defender das acusações de José Serra de que, se eleito, iria acabar com as parcerias com a Organização Sociais (OS) na gestão das unidades de saúde. A propaganda classificou as críticas do tucano como "desespero".

ISADORA PERON, Agência Estado

22 de outubro de 2012 | 09h53

A peça exibiu trechos do debate da Rede Bandeirantes da última quinta-feira quando Haddad negou que iria acabar com os convênios e afirmou que iria atender a uma recomendação do Tribunal de Contas do Município de aperfeiçoar a transparência no controle de gastos das entidades.

"Essa é a verdade, o resto é desespero de quem está atrás nas pesquisas", disse um dos atores propagada. Segundo o último levantamento do Ibope, Haddad tem 60% dos votos válidos, ante 40% de 40% de Serra.

No horário eleitoral de sábado (20) à noite, que voltou a ser exibido neste domingo à tarde, a campanha de Serra afirmava que o PT é contra a lei que instituiu a parceria com as OS e que o programa de governo de Haddad dizia que iria retomar a direção das unidades.

"Acabar com as parcerias significa acabar com o emprego de 30 mil profissionais de saúde. A posição do PT do Haddad significa fechar 139 AMAs, 5 hospitais e outras 237 unidades de saúde na cidade", dizia a propaganda.

O PT é um crítico histórico desse modelo. O programa de governo do candidato petista prevê, na página 45, "retomar, sem prejuízo dos condicionantes contratuais legais e após providências administrativas necessárias, a direção pública da gestão regional e microrregional do sistema municipal des saúde". No entendimento dos tucanos, esse tópico indica a intenção de encerrar os convênios com OS. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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