Hackers podem ter acessado dados oficiais, diz analista

Dados oficiais do governo podem ter sido comprometidos com os recentes ataques virtuais às páginas de órgãos da União esta semana, na avaliação do analista de segurança da Arcon, empresa especializada em serviços de segurança da informação, Luiz Improta. Para o especialista, hackers podem ter tido acesso a bancos de dados oficiais, além de deixarem fora do ar os portais.

ALESSANDRA SARAIVA, Agência Estado

24 de junho de 2011 | 12h51

Esta semana, dois diferentes grupos atacaram os portais da Presidência da República; do Senado, do Ministério do Esporte, da Receita Federal, da Petrobras, e do IBGE. O especialista em segurança admitiu que uma prática comum de ataque dos hackers a portais na internet é redirecionar as páginas hackeadas para outro domínio. Esta manhã, durante o ataque a página do IBGE, ainda fora do ar, o instituto informou por meio de sua assessoria que o banco de informações da entidade não foi afetado. "Pode ter sido isso que aconteceu hoje de manhã, na página do IBGE, sem que isso tenha conduzido a acesso a informações de dentro do IBGE. Mas não podemos ter certeza se eles realmente não conseguiram entrar no banco de dados do instituto", disse.

Improta considerou ainda que, entre portais ligados ao governo invadidos por hackers esta semana, existem diferentes níveis de segurança, uns mais fortes do que os outros. "Provavelmente, eles não conseguiram acessar os dados da Receita Federal, por que eles têm mecanismo de fiscalização a acesso muito mais rígido", completou.

Para inibir novos ataques virtuais às páginas do governo, o analista defendeu aprovação de leis mais rígidas contra crimes na área da informática, além de uma varredura de vulnerabilidades nas estações usadas por pessoas que trabalham em órgãos do governo. Na análise dele, o avanço das redes sociais na internet colaborou para a sucessão de ataques virtuais às páginas do governo na web. Com o advento das redes sociais, os hackers têm possibilidade de mapear perfis sociais de pessoas que trabalham dentro de órgãos do governo. "O elo mais fraco de tudo isso são as pessoas, e as redes sociais facilitam acesso a elas", resumiu.

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