Hackers derrubam sites da Presidência e do governo brasileiro

Grupo brasileiro assume autoria; hackers estrangeiros defendem ataque e declaram 'guerra contra sites de países e organizações corruptas'

Cido Coelho e Rodrigo Martins, do estadão.com.br

22 de junho de 2011 | 01h11

SÃO PAULO - Um grupo de hackers autodenominado LulzSecBrazil assumiu na madrugada desta quarta-feira, 21, que tirou do ar os sites da Presidência da República (www.presidencia.gov.br) e do governo brasileiro (www.brasil.gov.br). O anúncio que os sites ficariam fora do ar foi realizado via Twitter pelo grupo por volta da 1h da manhã. Os sites já funcionam normalmente.

No momento em que a ação foi anunciada, a reportagem do estadão.com.br tentou acessar as páginas da Presidência, mas já estavam indisponíveis.

Os hackers, que se dizem parte de um grupo internacional chamado LulzSec (Rindo da Segurança), usou o Twitter para cumprimentar a então representação brasileira pelo feito. "Nossa unidade brasileira está fazendo progresso. Bem feito @LulzSecBrazil, irmãos!", responderam os invasores.  Em entrevista à rádio Estadão ESPN, o diretor-superintendente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Gilberto Paganato, confirmou à ação. "Os sites ficaram indisponíveis, mas nada foi afetado. Não violaram nosso sistema, só congestionaram o acesso", explicou.

O grupo brasileiro, que afirma ser uma filial do estrangeiro LulzSec, defende o ataque contra sites de governos governos, bancos e grandes corporações do planeta.

Anonymous anuncia em vídeo operação contra governos corruptos

 

O grupo de hackers Annonymous publicou nesta madrugada um vídeo no site YouTube em que junto com os hackers do LulzSec avisam de um plano de invasão aos sites governamentais. Na divulgação, eles convidam a todos a 'participarem da defesa da internet livre e da promoção de ataques virtuais contra os governos corruptos'.

 

"É hora de mostrar a governos corruptos do mundo que eles não têm direito de censurar o que não possui. Não importa a cor da sua pele, origem ou crenças, nós convidamos você a se juntar a nós em nossa luta contra a censura e os governos corruptos", diz um trecho da declaração.  

 

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