Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

'Há um arcabouço ideológico disfarçado de tecnicismo', diz Salles

Ministro do Meio Ambiente acusou ONGs e entidades responsáveis pelo monitoramento ambiental por 'militância', ao criticarem determinação que restringe a queima de equipamentos usados em exploração ilegal

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2019 | 17h22

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, reiterou nesta segunda-feira, 15, a decisão do governo federal de elaborar uma instrução normativa que restringe a permissão para que fiscais do Ibama destruam equipamentos apreendidos durante operações do órgão. 

Afirmando que a queima de equipamentos deve ocorrer somente em "casos excepcionais", Salles rebateu críticas e queixou-se do "radicalismo" no debate em relação ao tema. O ministro disse haver uma "militância disfarçada de técnica", liderada por ONGs e entidades que fazem o monitoramento de temas relacionados ao meio ambiente.

"No fundo é pura militância. Quem está no governo não tem o direito de fazer isso. Tem de agir dentro do devido processo legal, tem de respeitar o direito de propriedade, até para que haja harmonia entre o setor produtivo e o meio ambiente", afirmou Salles. "Há um arcabouço ideológico disfarçado de tecnicismo", disse, em entrevista à emissora Globo News.

Alegando que o governo não vai permitir abusos por parte de infratores, Salles criticou o que descreveu como um "embate entre meio ambiente e desenvolvimento", que, segundo ele, não produzirá o melhor modelo de desenvolvimento econômico para o País. "Se houver excesso, ele será punido."

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