Há provas que esquema na Saúde existe desde PC Farias

O Ministério Público Federal já dispõe de provas de que envolvidos no caso vampiros, esquema de fraudes na compra de hemoderivados do Ministério da Saúde, cometeram crimes de corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, sonegação de impostos, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa. Os procuradores da República Gustavo Pessanha Velloso e Luiz Fernando Gaspar Costa pedirão hoje à Justiça a conversão da prisão temporária, de curta duração, em prisão preventiva dos envolvidos, a fim de que nenhum dos acusados - todos influentes - fuja do País ou embarace a investigações. Em entrevista, Pessanha admitiu que outros envolvidos podem ter a prisão decretada nos próximos dias. Ele informou também que as provas reunidas até agora demonstram que o esquema de fraudes é gigantesco e antigo e pode se estender a outras áreas do Ministério, que passarão por uma devassa nos próximos dias. "Estamos falando do maior orçamento de compras da União. Há provas contundentes de que o esquema vinha funcionando intacto desde a época do PC Farias (tesoureiro de campanha do ex-presidente Collor). As pessoas se renovavam e ocupavam espaço na estrutura corrupta", disse o procurador. Nos próximos dias, as investigações ampliarão o leque para outras áreas do Ministério e abrangerão as várias administrações do setor de compras para trás, até chegar ao governo Collor, a fim de responsabilizar criminalmente todos os que se beneficiaram da estrutura criminosa.

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